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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Encontros e Desencontros

"Uma cineasta querendo contar uma história e dois atores dando vida aos personagens." Pena que a história é lenta, mas sorte que cumpre o seu papel.

DIREÇÃO: Sofia Coppola.
ROTEIRO: Sofia Coppola.
ELENCO: Bill Murray, Scarlet Johansson.
PRODUÇÃO: Sofia Coppola, Ross Katz.
DURAÇÃO: 102 min.
ANO: 2003.
PAÍS: EUA/Japão.
GÊNERO: Drama.

 Sofia Coppola (como diretora) Bill Murray e Scarlett Johansson (como atores) fizeram, em 2003 "Encontros e Desencontros". A história é simples. Bob Harris (Murray) é um ator em decadência que vai para Tóquio participar de uma campanha publicitária. Na cidade japonesa, Harris encontra Charlotte (Johansson), que é uma jovem que está depressiva e não sabe o que quer da vida. Com a solidão, ambos acabam se conhecendo melhor e começam uma amizade que pode durar poucos dias.

Uma das coisas que me deixou decepcionado com a produção foi o desenrolar da trama. Apesar de estarem em Tóquio (leia-se: luzes na cara e movimento toda hora), a história de Harris e Charlotte assume um tom que chega a dar sono em alguns momentos. Característica do filme ou não, é um dos únicos defeitos que vi no longa.

Tanto Murray quanto Scarlett acabam se destacando muito, pois a história se centra em seus personagens e Coppola acaba dando liberdade para que eles possam mostrar os sentimentos dos protagonistas. Murray já era conhecido do público nessa época e esse filme foi a consolidação de Johansson no mercado de Hollywood.

Gostaria de dedicar um parágrafo também para os personagens. Ambos complexos e com coisas que sentimos no cotidiano, Bob Harris e Charlotte acabam conseguindo nosso carisma logo no início da trama, que ainda conta com boas pinceladas de comédia. Harris está em decadência após fazer muito sucesso nas telonas nos filmes da década de 70, e Charlotte está totalmente perdida e não consegue arrumar um rumo para sua vida. Um decadente e uma depressiva muito bem construídos no belo roteiro de Sofia.
Murray e Johansson estão ótimos nos papéis.
A filha de Francis Ford, aliás, mostra talento no seu segundo filme, e chegou a concorrer em inúmeras categorias do Oscar. Com uma direção simples, mas muito competente, ela consegue nos passar de maneira leve e doce o que quer. Juntamente com uma boa edição, temos uma obra que realmente mereceu o destaque que ganhou.

O roteiro mostra que o cinema atual só precisa se atentar a contar histórias e pode ser comparado a “Pequena Miss Sunshine" de Michael Arndt e a "Juno", de Diablo Cody, por sua simplicidade (todos os citados, inclusive este de Sofia Coppola, ganharam o Oscar na categoria Roteiro Original). Sem grandes extravagâncias, mas com muita qualidade e criatividade.

Trilha muito legal também. Podemos deleitar de vários sucessos como na cena em que Bob e Charlotte estão cantando com os amigos. No fim, podemos dizer que a história é magnífica, apesar de parada em alguns momentos. Atuações seguras e roteiro muito bom, que rendem a "Encontros e Desencontros" o cumprimento de seu papel. Ser um dos melhores filmes de baixo orçamento já feitos.

Trailer do filme.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Bastardos Inglórios

DIREÇÃO: Quentin Tarantino.
ROTEIRO: Quentin Tarantino.
ELENCO: Brad Pitt, Chrisopher Waltz, Mélanie Laurent, Eli Roth.
PRODUÇÃO: Lawrence Bender.
DURAÇÃO: 153 min.
ANO: 2009.
PAÍS: EUA/Alemanha.
GÊNERO: Ação.






Quentin Tarantino começou a produção desse filme em 1998, mas devido um confronto criativo e por causa disso não conseguiu terminar o roteiro. Porém, após se empenhar para terminar o que havia começado, ele começou a filmar em 2008 essa verdadeira obra-prima.

                                  

A trama de Bastardos Inglórios se passa na Segunda Guerra, ótima fonte para quem quer fazer uma bela história (O Pianista, Desejo e Reparação e inúmeros outros filmes são um belo exemplo). Shosanna Deyfrus vê o assassinato de sua família por um oficial alemão, Hans Landa (Christopher Waltz, impecável), que ganhou o apelido de "Caçador de Judeus" por sua qualidade em encontrar o povo que foi massacrado. Enquanto isso ocorre, nos EUA, Aldo Raine (Brad Pitt, em sua melhor forma) junta um pequeno grupo de soldados para ir à Alemanha executar todos os nazistas que puderem. "Os Bastardos", alcunha do grupo de Aldo, se juntam com a atriz Bridget Von Hammersmark em uma operação para acabar com o governo de Hitler. E é aí que os destinos de judia Shosanna e dos Bastardos se cruzam.

Tarantino é uma enciclopédia cinematográfica. Acho que é o cara que melhor consegue colocar nas telonas todo seu aprendizado vindo de filmes passados (que vão desde filmes de máfias italianos a filmes de westerns norte-americanos ou a filmes de samurais japoneses). Já havia feito isso com muito sucesso em Kill Bill e repetiu no filme em questão. Mostra que além de ótimo diretor, é um amante da sétima arte.

O elenco está todo magnífico. Todos, todos os atores mesmo mostram uma desenvoltura impressionante. Porém, devo destacar o trabalho de Brad Pitt, como Aldo, "o Apache", o de Mélanie Laurent, como Shosanna, e o de Christopher Waltz, como Hans Landa. O último, inclusive, ganhou o Oscar de melhor ator coadjuvante.

O roteiro é muito bom. Quentin Tarantino é um dos melhores roteiristas que temos hoje. A questão de ele "meter a mão na história da Segunda Guerra" não afeta em nada o filme. Aliás, é compreensível e posso até dizer que é um ponto importante na história. E sabemos que ele gosta de fazer esse tipo de coisa, fez em "Django Livre" recentemente. A introdução que vemos no filme, o diálogo de Landa com o produtor de leite, que dura quase meia-hora, é simplesmente de deixar o queixo cair. Isso é uma escola tarantinesca, que podemos ver em vários filmes. Seus personagens com vontade de falar e seus diálogos interessantes. Em Kill Bill- Volume II, nas últimas cenas Bill tem uma longa conversa com a Noiva. Belo diálogo, mas uma parte me chamou atenção. Bill conta a sua interlocutora o motivo de seu personagem preferido nas HQs ser o Super-Man. Em Bastardos Inglórios, Landa conta ao fazendeiro o motivo- ou a falta dele- porque os alemães odeiam os judeus, fazendo um discurso usando como exemplos ratos e esquilos. É maravilhoso. Essa veia artística de Tarantino é ótima e fica exposta em cenas como essa. É esse o tipo de pensamento que faz dele um diretor de qualidade incontestável.

Mélanie Laurent mostra muita qualidade na atuação.
 
Termino falando dessa grande produção dizendo o que Aldo fala após fazer uma suástica na testa de um inimigo (fala que creio que Tarantino pôs no filme porque traduz o pensamento dele em relação ao longa): Acho que essa é a minha maior obra-prima".
 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

DIREÇÃO: Peter Jackson.
ROTEIRO: Peter Jackson, Fran Walsh, Philippa Boyens, Guillermo del Toro.
ELENCO: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, James Nesbitt, Adam Brown, Aidan Turner, Dean O'Gorman, Graham McTavish, John Callen, Stephen Hunter, Mark Hadlow, Manu Bennett, Peter Hambleton, Ken Stott, Jed Brophy, William Kircher, Jeffrey Thomas, Mike Mizrahi, Cate Blanchett, Hugo Weaving, Elijah Wood, Andy Serkis, Sylvester McCoy, Lee Pace, Bret McKenzie, Barry Humphries, Benedict Cumberbatch.
PRODUÇÃO: Peter Jackson, Fran Walsh, Carolynne Cunningham.
DURAÇÃO: 169 min.
ANO: 2012
PAÍS: Nova Zelândia, EUA.
GÊNERO: Fantasia.

Cartaz do filme.


Bom, o que podemos dizer de um filme como O Hobbit? Existem inúmeras opiniões para essa obra de Peter Jackson, que faz com que o diretor retorne à Terra-Média, que já o consagrou na trilogia O Senhor dos Anéis. Vamos ver minha opinião sobre o filme.

O filme chegou cercado de expectativas. Após o sucesso d'O Senhor dos Anéis, todos esperavam uma obra tão boa quanto. Mas o filme foi cercado de grandes percalços. Inúmeros atrasos na produção, a demissão de Guillermo del Toro e por aí vai. Além disso, criou-se toda uma espera pelo filme ser apresentado em 48 fps, diferentemente dos 24 fps tradicionais. Ok, todo mundo já deve ter lido isso.

A história se passa 60 anos antes da Sociedade do Anel. Os anões assistem ao dragão Smaug tomar sua tão querida cidade. Sem ajuda, principalmente sem ajuda dos elfos, esse povo vê toda sua honra desmoronar. Se exilam em partes diferentes da Terra-Média, esperando que um dia possam retomar sua cidade. Porém, doze anões, liderados por Thorin Escudo-de-Carvalho (Richard Armitage), herdeiro do trono de Erebor, decidem fazer uma comitiva que busca a glória novamente. O mago Gandalf (Ian McKellen) decide ajudar e ainda indica um curioso ser, um hobbit, chamado Bilbo Bolseiro (Martin Freeman, espetacular). Apesar de relutar no início, Bilbo decide apoiar a união e sai em uma aventura para retomar Erebor.

Falar do visual do filme é chover no molhado. Assim como O Senhor dos Anéis, temos aqui uma direção de arte completa e que nos leva a viajar por esse maravilhoso mundo criado por J.R.R. Tolkien. As lutas entre anões e Orcs também estão maravilhosas. E quanto a Gollum, bom, a computação gráfica dá mais um show e faz desse personagem uma obra-prima.

A grande questão foi a decisão de Peter Jackson em transformar O Hobbit, publicado em 1937, um livro curto de 300 páginas, em três longas, sendo que o primeiro tem quase 3 horas de duração. Muitos o chamam de mercenário, que está extendendo o inextentivel, e blá. Ao meu ver, quanto mais pudermos nos aprofundar nesse mundo excepcional, melhor. Torço pra que um dia saia uma boa obra baseada n'O Silmarillion. Lógico, se Jackson fizesse três filmes apenas por dinheiro, eu seria contra. Não sei a real intenção dele. Mas o que vi na tela, foi uma exploração muito, mas muito bem feita. Uma riqueza de detalhes que nada tem a ver com um filme que tenta encher linguiça.

Muito também se falou de o filme ser cansativo. O Senhor dos Anéis está no hall dos meus filmes preferidos, mas confesso, que pode parecer cansativo. O Hobbit, na sua primeira meia hora ou até nos seus primeiros quarenta minutos, é cansativo pra caramba. É um tal de anão cantando, anão jogando louça pra cá, pra lá, que é duro de aguentar. Mas depois disso, colega, o filme passa em um piscar de olhos. É realmente um filme de aventura, muito menos maduro e adulto do que a primeira trilogia baseada nos livros de Tolkien feita para o cinema. Há muito mais comédia no filme. E temos que entender isso, pois o escritor sul-africano escreveu esse livro para crianças, e fim. Trolls falam, há um mago todo curioso chamado Radagast e o próprio Saruman solta uma piadinha. Mas, observando que serão duas trilogias distintas, e que O Hobbit é uma aventura das boas, podemos aceitar tudo isso e apreciarmos o filme.

As atuações estão ótimas. Martin Freeman, na minha opinião, deveria ser indicado ao Oscar. Cate Blanchett está soberba como Galadriel. Ian McKellen dispensa comentários, e os anões dão conta do recado. Pesando na balança, teremos muitos prós e uma quantidade quase nula de contras. Ótimo filme, por sua arte, por seu elenco, roteiro e direção impecáveis. E também, por que estamos falando de um filme baseado em um dos maiores escritores da história, o grandioso J.R.R. Tolkien.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Consipiração Americana

McAvoy mostra talento em sua interpretação.
DIREÇÃO: Robert Redford.
ROTEIRO: James Solomon.
ELENCO: James McAvoy, Robin Wright, Toby Kebbell.
PRODUÇÃO: Brian Peter Falk, Bill Holderman, Greg Shapiro, Robert Redford, Robert Stone, Webster Stone.
DURAÇÃO: 122 min.
ANO: 2010
PAÍS: EUA.
GÊNERO: Drama.
Frederick Aiken foi um herói da Guerra da Secessão. Agora que a batalha acabou, sua vida volta ao normal, com ele exercendo o direito de advogado. Porém, um acontecimento pouco ilustre ocorre: o presidente Abraham Lincoln acaba sendo assassinado. E Aiken acaba se vendo tendo de defender a mãe de um dos conspiradores, e o faz mesmo que não queira. O que se segue é uma trama cheia de descobertas típicas de um filme de suspense e tribunais, e se Frederick quiser ver sua cliente livre, vai ter que entregar o conspirados, no caso, o filho da mulher, que faz de tudo para proteger sua cria.

O filme tem uma direção (de Robert Redford) competente. Nada de absurdo, mas nada que comprometa o longa de quase duas horas de duração. A edição também se mostra regular. Os pontos mais fortes são o roteiro, assinado por James Solomon e os diálogos nele contido. Principalmente as cenas passadas no júri, em que o personagem principal tem que se dobrar para defender a cliente.

Um ponto forte a parte é a atuação de James McAvoy, que é um dos meus atores prediletos atualmente. Passa toda a emoção e os dilemas que assolam a vida de Aiken, pois, se de um lado ele defendeu os ideais de seu povo- e de seu presidente- na guerra, do outro ele, como advogado, tem que lutar para ver livre uma das suspeitas a assassinar o presidente que ele defendera outrora.

Vale ressaltar também que a civil está sendo julgada de maneira injusta por uma corte militar. E, que aos poucos, Frederick vai mostrando que ela pouca culpa tem no caso. Mesmo assim, no calor do momento, os militares tem de entregar algo para acalmar o povo, que viu seu principal líder ser assassinado, e, como é mais que sabido, os Estados Unidos tem muito amor pelas suas coisas. Se encontrar um dos reais culpados era impossível, o júri se enxerga na obrigação de prender pelo menos a mãe de um deles, e acusar ela de conspiração. Esse é o ponto chave do filme. Mostrar que, quando os chefões estão no jogo (no filme, o vice-presidente anula uma ordem de habeas corpus onde Mary Surratt antes de sua sentença) pouco se pode fazer, e mostra que a eles são desonestos e pensam apenas no próprio bem.

No geral, é um bom filme, forte pela atuação de McAvoy, e dos diálogos muito interessantes, crédito de James Solomon. Como já disse, a direção é competente e não compromete. E é bom nos mostrar que as falcatruas ocorrem. Desde o tempo de Lincoln...

                              

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Um Beijo Roubado

TÍTULO: My Blueberry Nights (Um Beijo Roubado), EUA,
ELENCO: Norah Jones, Jude Law, Rachel Weisz, David Strathairn, Natalie Portman.
DIREÇÃO: Wong Kar Wai.
ROTEIRO: Wong Kar Wai e Lawrence Block.
GÊNERO: Romance.

Um roteiro apaixonante. Assim pode-se definir o filme Um Beijo Roubado. Um filme de romance que deveria ser usado como exemplo para outros longas do gênero, conquista o expectador com sua narrativa tocante e consegue se firmar na galeria de um dos filmes de amor mais belos dos últimos anos.
Elizabeth (Norah Jones), uma jovem de coração partido, encontra no charmoso dono de um café, mais conhecido com Jeremy, (Jude Law) um companheiro com quem tem conversas que perduram por noites e noites. Tentando buscar e descobrir uma nova essência para si mesma, além de experimentar uma nova forma de vida, a jovem sai em viagens pelos Estados Unidos. Como se pode esperar de um bom viajante, Elizabeth conhece novas histórias, dentre elas, o decadente caso de amor entre Arnie e Sue Lynne(Rachel Weisz). Também em meio as suas aventuras, ela conhece uma extrovertida jogadora de cartas, brilhantemente interpreta pela atriz Natalie Portman.
Eis que temos a incrível história de amor, a principal linha do roteiro, que, não canso de repetir, é arrebatador principalmente para casais apaixonados e para quem sempre torce pelo triunfo sentimentalista no final. Gostei da produção principalmente pela auto-afirmação que a personagem da cantora Norah Jones busca após uma decepção amorosa. Ela tenta aprender, ver coisas novas, experimentar, fazendo assim , do grande objetivo da vida uma realidade, na qual, por meio de viagens pelos Estados Unidos, consegue compreender um pouco mais sobre si mesma.
Jude Law também está incrível. Ele faz um papel de um jovem que viu todos os seus sonhos serem apagados e irem embora, assim como um pôr-do-sol, que após reluzir brilhantemente, tem seu brilho apagado pelas incertezas da vida. Agora, dono de um café, ele leva a vida se divertindo com as coisas cotidianas.
E o que falar de Natalie Portman? A atriz é, sem sombra de dúvidas, uma das melhores artistas atuais. Já era assim em 2005, quando fez, junto de Ewan McGregor- também outro grande ator- o último episódio de uma das melhores sagas e de um dos maiores fenômenos que o cinema já viu, chamado Star Wars. Assim também foi em Closer- Perto Demais, onde interpretou magistralmente e faturou a estatueta do Oscar de melhor atriz coadjuvante. Oscar que levou também por ter dado vida a bailarina Nina, no filme Cisne Negro, de 2010, acredito eu, que na melhor atuação da atriz. Portman mostra de forma intensa a vida da jogadora de cartas chamada Leslie. Personagem muito bem construída pelo roteirista Wong Kar-Wai.
Um Beijo Roubado está longe de ser um romance “água com açúcar”. É um filme da busca pela identidade, que, sendo assim, nos apresenta inúmeras formas de sentimentos, desde a amizade entre Jeremy e Beth, desde o machucado Arnie (David Strathairn) que não consegue de modo algum superar o caso de amor mal terminado entre ele e sua ex-mulher Sue Lynne (Rachel Weisz). Isso sem contar a solidão do próprio par de protagonistas, que, provavelmente, é o principal fator para o sentimento de amizade e atração entre ambos os personagens. É bacana, que, apesar desse universo repleto de elementos distintos, o filme não é na sua totalidade, uma obra depressiva, e sim, um longa animador, que nos faz enxergar nossas relações (não apenas de casais) com os próximos de modo diferenciado.
No aspecto técnico, o filme contém uma trilha sonora ótima, uma fotografia agradável e nos lembra os filmes de road movies no decorrer da viagem entre as personagens Elizabeth e Leslie, que são de grande importância na história, fazendo com que as personagens se descubram e nos deixem descobri-las. O chinês Wong Kar-Wai nos mostra mais um belo trabalho, sendo este o primeiro filme em inglês do diretor que mora em Hong-Kong.
Então, em 2007, esse sem dúvidas, é um dos melhores filmes. Não nos arranca lágrimas, porém não é esse seu objetivo. Nos arranca reflexões sobre os sentimentos dos personagens, que estão a nossa flor da pele durante o cotidiano, deixando assim, o filme mais charmoso, e logicamente, mais belo.
 

Jude Law é o maior destaque do filme.

domingo, 8 de julho de 2012

O Espetacular Homem-Aranha


O reboot do Homem-Aranha chegou sexta nos cinemas. O longa ignora a história que se passou nos três primeiros filmes, reescrevendo a história do personagem.

Peter Parker (Andrew Garfield) é um aluno do último ano do ensino-médio rejeitado por seus colegas e com um passado muito misterioso, do qual nem ele sabe ao certo respostas. O garoto é picado por uma aranha em um laboratório das empresas Oscorp e acaba ganhando super-poderes. Após isso, o jovem tem que conciliar sua paixão por Gwen Stacy (Emma Stone), a vida com seus tios, Ben (Martin Sheen) e May (Sally Field) e uma vida de vigilante, na qual ele combate o crime.

Passando um verdadeiro corretivo nos filmes de Sam Raimi, a produção de O Espetacular Homem-Aranha mostra que esteve e está disposta a adaptar o herói a atual geração. Para mostrar isso podemos usar o exemplo do Peter Parker do filme: lentes de contato, andando de skate, encarando valentões. O diretor Marc Webb, filmando uma produção totalmente nova para ele, dá conta do recado e deixar rolar cenas em que podemos enxergar o conflito psicológico de Parker. O personagem deixa de ser um adolescente abobalhado e passa a ser um sujeito autônomo, apesar de ainda ser desajeitado e tímido.

Muita gente torceu o nariz quando soube que os filmes de Sam Raimi, diretor da trilogia original, seriam esquecidos. É um pensamento compreensível. Os três primeiros filmes foram rodados de 2002 a 2007, e ainda estão muito frescos na nossa memória. Uma justificativa para a mudança de direção foi o fraco Homem Aranha 3, que até arrecadou muito nas bilheterias, mas que não arrancou suspiros dos espectadores. O culpado por esse fracasso não foi Raimi, mas sim os produtores que quiseram dar muitos pitacos nos terceiro longa. Passado o erro, os executivos inovaram, esquecendo os ocorridos e colocando Mar Webb na direção e Andrew Garfield como o super-herói.

A escolha do elenco merece destaque. Garfield, que, apesar dos vinte e e oito anos nas costas ainda tem uma carinha de inocente foi maestral na interpretação. Emma Stone, do filme Histórias Cruzadas, arrebenta, dando a Gwen Stacy um tom de moça com personalidade forte. Martin Sheen segura muito bem o bom e sábio Tio Ben. Agora, Sally Field passa meio apagadinha.

Garfield é maestral na interpretação.


O roteiro é que parece ser meio remendado. Com vários clichês do primeiro filme, lançado em 2002- apesar de que Homem-Aranha é isso aí e não dá pra fugir muito- parece que o que estamos vendo é um remake, não um reboot-. E as coincidências também irritam um pouco. O vilão Dr. Connors era amigo do pai de Parker e é chefe da garota que estuda no mesmo colégio de Peter, garota aliás que é a musa do herói, e assim por diante. Umas coisas difíceis de aturar. Mas há pontos positivos, também. Eles são maiores e superam o que há de negativo. Os efeitos em 3-D são show de bola. A escolha de Lagarto como o vilão da trama também é um acerto. O humor também aparece e vai muito bem. Agora, o que é dá o tom nas duas horas de filme e o que vai dar o tom para futuras continuações, é a relação entre Peter Parker e Gwen Stacy. O menino desajeitado, que não sabe como pedir para sair com a garota mais bonita da escola... A química dos dois atores é muito boa. Muito se deve pelo fato de Webb saber dirigir essas cenas de intimidade. Curiosamente, Stone e Garfield são namorados fora das telonas.

O que se dá para tirar de conclusão é que sim, esse filme é superior do que todos os três anteriores. E, quando às luzes do cinema acendem, eu fiquei pilhadão pra assistir uma continuação. A já relatada química entre Parker e Stacy é muito boa e a promissa é de uma trilogia melhor, até porquê, esse filme é mais pé no chão e esse Homem-Aranha parece mais, na falta de palavras melhores, mais real.

A química desses dois é magnífica e é o ponto alto do filme.

domingo, 27 de maio de 2012

A Batalha do Apocalipse: Da Queda dos Anjos ao Crepúsculo do Mundo


TÍTULO: A Batalha do Apocalipse

AUTOR: Eduardo Spohr

ANO: 2010- em 2010 a história foi públicada em livro, pela editora Vênus, porém, foi publicado na internet pelo site Jovem Nerd em 2007

PÁGINAS: 586

A literatura brasileira é muito boa. Faz frente, tranquilamente, com países com um vasto passado no gênero literário. Estamos repletos de ótimos escritores. Machado de Assis e Carlos Drumond. Paulo Leminski e Monteiro Lobato. Mas os nossos escritores nunca, ou em escassas oportunidade, exploraram o tema fictício. Nenhum deles teve a vontade de fazer o que o sul-africano Tolkien fez. Explorar a fantasia, a ficção. Eis que surge Eduardo Spohr. Eis que surge A Batalha do Apocalipse.

Uma verdadeira promessa. Alguém com futuro e que pode nos orgulhar em um momento em que o povo brasileiro entra em decadência. Nas minhas idas e vindas no meio dos livros, encontrei um marca página. Decoração bacana. Uma arte bonita. Fiquei tentado a ler a sinopse. Depois de fazê-lo, fico animado muito animado. Vou então ao sábio Google e faço uma pesquisa com o título A Batalha do Apocalipse. Para o meu espanto e alegria. Aquela história que li no marca página era assinada por um brasileiro. Empenho-me a ler a obra.

Há muitos e muitos anos, há tantos anos quanto o número de estrelas no céu, o Paraíso Celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio, e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o juízo final.

Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas, o dia do despertar do Altíssimo. Único sobrevivente do expurgo, o líder dos renegados é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na batalha do Armagedom, o embate final entre Céu e o Inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro do universo.

Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano; das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval. A batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana, mas também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, cheio de lutas heroicas, magia, romance e suspense.

Essa é a sinopse do livro. Cheguei a ler em alguns lugares uma comparação entre Spohr e J.R.R. Tolkien. Menos, bem menos. Comparar o iniciante Spohr e sua ótima obra a Tolkien e ao impecável Senhor dos Anéis é uma super-valorização. Não subestimando nosso compatriota. A Batalha do Apocalipse é pauleira. Ablon, o Anjo Renegado, é um personagem muito carismático. A Feiticeira de En-Dor, Shamira, é melhor ainda. A narrativa de Eduardo é muito boa, principalmente na descrição dos cenários antigos, como o Império Romano, os castelos medievais da Inglaterra e as planícies da China. Tudo bem mastigado para viajarmos nesse universo. Largar o livro depois de ter feito a iniciação na leitura é uma tarefa complicada. O autor sabe como nos prender com uma trama bem amarrada, uma história concreta.

A história é muito boa. Há grandes mentes que inventam ótimas histórias. Outra coisa bem diferente são grandes escritores. O escritor desenvolve, executa; o "sonhador" inventa. Ambas as mentes são ótimas. Saber contar uma história é ótimo. Saber inventá-la também. O difícil é aliar as duas qualidades. Não dá pra dizer que Spohr é um gênio. Ele é bom em inventar a história. Mas não consegue trasmitir ao papel com uma qualidade de um Stephen King, por exemplo. Bom, eu estou mal acostumado. Spohr conta muito bem, mas há gente superior a ele nesse critério, o que não tira o brilho do livro. Um pouco mais de experiência e teremos um nome para colocarmos no hall de grandes nomes da literatura brasileira.

O enredo também têm uns clichês que atrapalham um pouco. Ablon é o típico herói. Toma partido apenas para ajudar a humanidade. Busca sempre a verdade, um verdadeiro justiceiro. Já vimos centenas de vezes, mas dá pra descontar, pois o personagem é o ícone principal do livro. E se não fosse assim, o livro poderia perder um pouco de sua sustentação.

Agora, meu amigo, o que é a cronologia da história? Tudo muito bem arquitetado pelo autor. O levante no céu, as Batalhas Primevas, a criação do universo, a queda da Estrela da Manhã, o exílio de Gabriel. Simplesmente fantástico, maravilhoso. Por isso, o livro já vale a pena.

Outra coisa fantástica são as mundanças de como contar a história. No início, em terceira pessoa. Depois, em primeira. Golpe de mestre, coisa digna de um escritor fardado em experiência- coisa que ainda falta para Spohr, mas que ele vai adquirir se quiser continuar no ramo- e de alguém que têm tino pra coisa.

Bom, mais do que recomendo. O livro é engolido, a história nos prende, personagens como o demônio Apollyon, o arcanjo Miguel, o Renegado Ablon, o Caído Lúcifer, a Feiticeira Shamira, e todos os outros fazem com que passemos alguns dias em um universo altamente imaginário e muito bem montado Eduardo Spohr. Vale a pena não apenas por ter sido escrito por alguém de nossas terras, mas por ser uma obra que, apesar dos defeitos, nos transporta e faz refletir, com seu drama, romance, suspense e ação. Pra que melhor que isso?

Categoria: Muito bom
Nota: 8,5

domingo, 15 de janeiro de 2012

Planeta dos Macacos: A Origem

 TÍTULO: Rise of the Planet of the Apes (Planeta dos Macacos: A Origem) EUA, 2011, 105 min.

ELENCO: Andy Serkys, James Franco, John Lithgow, Tom Felton, Freida Pinto

DIREÇÃO: Rupert Wyatt

ROTEIRO: Amanda Silver, Rick Jaffa

GÊNERO: Ficção científica

DISTRIBUIDORA: 20th Century Fox

Planeta dos Macacos é uma das fontes de ficção cientifica que mais se pode e se consegue explorar. Criada pelo escritor Pierre Boulle, a história serve para fazer filmes ou seriados. Sempre de um modo peculiar, sempre vista de um modo diferente pelos diretores, que em sua maioria, devem ser fãs deste universo. Em 2011, vimos um possível inicio da história. Com James Franco e Andy Serkys- o Charles Chaplin do século XXI- o filme é um destaque na linha cronológica do tempo da série. Planeta dos Macacos é inovador em termos cinematográficos. E nos faz refletir sobre diversas questões. Nessa linha, César e companhia roubam a cena e fazem um dos melhores capítulos da história da macacada.
Will Rodman- muito bem interpretado por James Franco- é um aplicado cientista que procura a cura para o mal de Alzheimer, doença que seu pai possui. Após várias experiências, ele cria o ALZ-112. Porém, pouco tempo após o início do tratamento, a droga para de fazer efeito, pois o organismo produz anticorpos que acabam com o ALZ-112. Mas, nos macacos, o remédio tem um efeito totalmente diferente. Neles, o vírus produz um aumento de QI absurdo.
Rodman testa a droga em um chimpanzé com sucesso. Mas em meio à apresentação do remédio, a macaca tem um ataque e destrói todo o laboratório. Will, atordoado, descobre que ela estava grávida e estava apenas tentando proteger o seu filhote, que havia acabado de vir ao mundo. Rodman leva o espécime para casa e descobre que a mutação é hereditária. Ele se apega ao filhote e o nomeia de César. Percebendo o sucesso do ALZ-112, Will dá o remédio ao seu pai, que é curado com uma única dose. O rapaz ainda conhece a veterinária Caroline (Freida Pinto) e se apaixona. Após cinco anos de uma vida normal e estável, começam a aparecer os problemas.
E é assim que Planeta dos Macacos: A Origem prende nossa atenção. Uma história muito bem contada, com atuações ótimas, principalmente a de Andy Serkys. O ator se mostra um gênio e já está preparado para concorrer ao Oscar. Esse ano seria uma boa, sendo que pode se ver ele como personagem principal. A técnica de captura de movimentos apresentada no filme foi à melhor feita até hoje. Supera o quase perfeito Gollum, o quase perfeito King-Kong e equipara-se aos personagens de Avatar, de James Cameron.
O filme tem cenas marcantes. Não só as que se encaixam perfeitamente na história, mas também cenas para o resto da história do cinema. Como a primeira vez que César fala. Ver aquilo dá até arrepios. Mostra o que é a verdadeira arte do cinema, e o porquê que vale a pena apreciá-la. Esse é o tipo de coisa que fica para a próxima geração.
A história nos faz refletir sobre inúmeras questões. Uma delas é que o ser humano não é tão superior a outras espécies quanto pensa. O que nos leva a crer que temos o direito de nos acharmos o centro do universo? Esse é o dever de um filme. Fazer-nos refletir. E Planeta dos Macacos: A Origem faz isso com maestria. Saudemos, então, um dos melhores filmes de 2011, e um dos filmes que devem se tornar clássico.

Categoria: Incrivel +

Nota: 9,5

Um dos melhores filmes do ano

domingo, 20 de novembro de 2011

Oldboy

TÍTULO: Oldboy (Oldboy), Coreia do Sul, 2003, 120 min.
ELENCO: Choi Min-sik, Yoo Ji-tae, Kang Hye-jeong, Ji Dae-han, Oh Dal-su, Kim Byeong-ok, Lee Seung-Shin, Yun Jin-seo, Lee Dae-yeon, Oh Kwang-rok, Oh Tae-kyung.
DIREÇÃO: Chanwook Park.

ROTEIRO: Jo-yun Hwang, Chun-hyeong Lim.

GÊNERO: Drama/Suspense.

Oldboy tem tudo que um grande filme necessita. Trama bem bolada, elenco bem escolhido e uma das reviravoltas mais perturbadoras da história. E, para ficar melhor, o filme é sul-coreano. Viu só? O filme não precisa ser feito apenas em Holywood para ficar bom. Oldboy mostra isso da melhor maneira possível.
O personagem principal da trama, Oh Dae-Su, é “preso” misteriosamente sem saber o motivo da punição. Ao longo de quinze anos, Oh Dae-Su passa sua vida trancado num quarto, esmurrando um desenho na parede, comendo bolinhos, vendo televisão. Muito próximo da loucura, Dae-Su é solto.
Depois de poucos dias livre, o personagem recebe uma ligação misteriosa. Ali é lançado um desafio. Oh Dae-Su tem de descobrir o motivo de sua prisão em cinco dias, ou uma simpática moça que conheceu em um restaurante será morta. Ao lado dela, nosso personagem vai atrás de vingança a quem o aprisionou.
 Oldboy é uma verdadeira obra que tem a violência de Tarantino e um suspense que levantaria um sorriso em Alfred Hitckock. Li essa frase em outro lugar- mais especificamente na critica de Érico Borgo- mas reproduzo-a aqui, pois define muito bem a obra do diretor sul-coreano Park Chanwook.  Assim como V de Vingança e O Conde de Monte Cristo, Oldboy é um dos melhores filmes de vingança já feitos. Filmes de vingança comuns são aqueles em que o personagem principal é um “lobo solitário”, e que sua vingança é sair dando porrada em tudo e todos. Alguns bons filmes de vingança são assim. Mas, nesses casos, o diretor sabe usar esses elementos e brinca com o público desse modo. Oldboy e V de Vingança tem muita pancadaria e são filme excelentes. Já em O Conde de Monte Cristo, Edmond Dantes (Jim Caviezel) vai descobrindo tudo aos poucos e no longo quase não se vê luta. E o filme também ficou bom. Então, acho que há dois modos de fazer filmes nesse gênero. Independente disso, os três diretores fizeram que os filmes ficassem ótimos. E é isso que importa.
Já sobre o personagem solitário, é uma trama que quase ninguém consegue fugir. Chanwook não foi muito diferente. Mas ele inovou. E ser inovador é umas das principais armas hoje em dia. Porém, poucos conseguem manejá-la com facilidade. O sul-coreano mostra o caminho.
A trama se desenrola vagarosamente- sem nenhum problema, que se fique claro- e, como dito acima, o diretor brinca com o espectador da melhor maneira possível, dando pequenas pistas do mistério ao longo da trama. Porém, como ninguém é perfeito, no penúltimo quarto do filme Chanwook perde a trama com uma sucessão cansativa de flashbacks, colocando em cheque todo um longo trabalho de duas horas.
Mas a passagem fica esquecida e é relevada quando se chega na última parte do filme. Nesse momento vemos toda a qualidade da obra. A reviravolta e as cenas de violência deixam o cérebro de quem olha atordoado. Nesse última parte, com intensidade com que o fim vem se aproximando, saltei da poltrona. Assisti os últimos minutos em pé.
As atuações dispensam comentários. Choi Min-sik (Oh Dae-Su) dá um banho de atuação. Passa por inúmeras situações e não perde a linha. Aquele sorriso, no começo do filme, é, ao mesmo tempo, engraçado e sombrio poucos atores conseguem passar duas emoções ao mesmo tempo.
O filme mostra vários assuntos, como hipnose, vingança, violência, humanidade e sexo da melhor forma. Colocando questões morais em jogo, Oldboy se torna o melhor que a Ásia pode oferecer.
Categoria: Incrível
Nota: 9,5

domingo, 11 de setembro de 2011

Forrest Gump: O Contador de Histórias

TÍTULO: Forrest Gump (Forrest Gump: O Contador de Histórias) EUA, 1994, 141 min.
ELENCO: Tom Hanks, Robin Wright Penn, Gary Sinise, Mykelti Williamson, Sally Field
DIREÇÃO: Robert Zemeckis
ROTEIRO: Eric Roth
GÊNERO: Comédia/Drama
DISTRIBUIDORA: Paramount Pictures
 Venho aqui, escrever a vocês que acompanham o blog, a crítica de um filme que é muito conhecido. Forrest Gump. Conhecido e maravilhoso, ganhou com todos os méritos seus prêmios. Gump mistura vários gêneros, e é isso que o faz um dos melhores filmes que eu já vi.

Em uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos, nasce um menino com alguns “problemas”. Ele é um pouco abaixo da média no quesito inteligência e vive com uma coluna cheia de problemas, torta como um ponto de interrogação. A mãe do menino, também conhecido como Forrest, Forrest Gump, acha que ele não tem problemas, mas é um menino especial, que precisa de cuidados. Gump vai ao médico e acaba recebendo um tratamento que não gosta muito, o uso de peças para usar nas pernas para endireitar a sua coluna. Também entra na escola e acaba sendo vitima das famosas piadas que o incomodam. Em meio a tudo isso, Forrest conhece uma amiga e menina muito especial. Jane. Então, fica amigo dela e essa é sua vida até chegar na idade adulta. O que o espera nesse mundo inóspito? Grandes aventuras, desde uma guerra até um torneio de Ping-Pong.
Não contei muito mais pois seria uma falta de consideração, pois um filme tão belo precisa daquela dúvida inicial. “Será que o filme é tudo o que dizem?” É pode ter certeza. Como escrevi no primeiro parágrafo, Forrest Gump reúne vários gêneros, desde a comédia mais engraçada até um grande drama na vida do personagem principal. Personagem aliás, que é interpretado por ninguém mais ninguém menos que Tom Hanks. Que atuação. Uma das melhores já vistas, e pode até ser a melhor do ator, que já vez tantos filmes ótimos, desde Naufrago até Terminal. No segundo parágrafo, coloquei a palavra problemas entre parênteses. Por quê? Se não fosse esses considerados problemas, dificilmente Forrest Gump conseguiria prender nossa atenção até o fim. Problemas, como a ingenuidade que deixam o personagem cada vez mais especial e cativante. São esses problemas que tornam Gump tão interessante. Isso é um dos aprendizados que o filme passa, dentre vários outros.
O filme conta com grandes atuações. De Tom Hanks já opinei. Oscar merecido para o ator. Mas vários outros atores conseguem roubar a cena. Destaque para Michael Conner Humphreys, que interpreta Forrest Gump quando criança. Muito bom mesmo. Robin Wright Penn, que interpreta Jenny também manda muito bem. Mykelti Williamson , que dá vida ao fiel amigo de Forrest, Bubba, também se destaca. Sem falar no Tenente Dan Taylor, que é o ator Gary Sinise, que também é acima da média.
Gosto do filme porque consegue, ao longo de pouco mais que duas horas, tomar toda nossa atenção contando a vida de apenas uma pessoa. Sim, que conduz o fio do roteiro é Tom Hanks, quero dizer Forrest Gump. É nessas horas que vemos se o ator é bom ou não. Deve ser duro agüentar uma história que conta apenas a vida de seu personagem. Falando em personagem, todos eles são muito bem trabalhados. Conseguimos perceber a emoção deles e suas carências. Sem falar no aprendizado deles, que também é uma boa lição para todos nós.
Gump também reúne vários encontros históricos, seja da Ku Klux Klan até seus encontros com os presidentes dos Estados Unidos. Desde o momento em que ele integra a seleção de futebol de seu país até o momento em que ela “dá” a idéia para um certo alguém sobre uma camisa.
Agora, o ponto principal da história, que acompanha o título. Forrest Gump- O Contador de Histórias. Com certeza Gump é o maior contador de histórias que o cinema já viu. Quem dera eu ter vivido tantas experiências para contar aos outros. Sim, Forrest viveu suas experiências, mas o que faz dele um grande contador de histórias é o modo como as conta. Sua inocência e carisma são o ponto forte para que ele tenha feito tanto sucesso. Bom, é assim que eu termino. Forrest Gump é inocente e carismático, mas acima de tudo, um homem como poucos.
Categoria: Excelente
Nota: 11,0
Tom Hanks: um ótimo ator.

domingo, 4 de setembro de 2011

Harry Potter e as Relíquias da Morte- Parte 1


TÍTULO: Harry Potter and the Deathly Hallows- Part 1 (Harry Potter e as Relíquias da Morte- Parte 1) EUA/Reino Unido, 2010, 146 min.

ELENCO: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Ralph Fiennes, Alan Rickman, Helena Bonham Carter

DIREÇÃO: David Yates

ROTEIRO: Steve Kloves

GÊNERO: Aventura

DISTRIBUIDORA: Warner Bros. Pictures

Caros fãs e amigos da série Harry Potter, é melhor aproveitarmos bem estes últimos momentos da bela saga do bruxinho, saga alias, que admiro muito, pois quantos mais assistimos, mais nos apaixonamos. Harry Potter e as Relíquias da Morte-Parte 1 é o penúltimo episódio dos filmes baseados nos livros da excepcional J.K. Rowling. Essa grande escritora, que conseguiu criar um dos melhores universos se tratando de literatura. Universo tão bom, que foi parar no cinema, e, admito, é um dos meus filme favoritos.
O enredo deste filme trata mais do psicológico dos personagens e se aprofunda na busca de Harry, Ron e Hermione atrás das partes da alma de Lord Voldemort. Diferentemente do sexto filme, Harry Potter e as Relíquias da Morte-Parte 1 agrada ao público e a parte dos críticos. Confesso a todos, esperava mais, e agora, as expectativas ficam para a Parte 2, que tem sua estréia prevista para julho. O filme é bem parado. Além do começo, há pouca ação. David Yates foi bem fiel ao livro, com exceção de umas cenas ou outras (sendo a principal a do Godric’s Hollow, onde, no livro, Potter e Grenger tomam a poção polissuco para visitar o local). Ele inventou algumas, que, na minha opinião, se enquadraram bem na filosofia do filme, para passar mais o aspecto emocional do trio principal.
A decisão de dividir o filme em duas partes foi mais do que acertada. Se não fosse por isso, muitas das pessoas que não chegaram a ler os livros iriam entender a história. Sem falar que o filme não ficaria tão bom, pois quem sabe teria três horas e isso não seria o suficiente para contar ao expectador o psicológico dos personagens e as busca pelas Horcruxes poderiam ficar até em segundo plano. Sem falar que muito se perderia na batalha de Hogwarts, que deve estar excepcional  na segunda parte.
Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint atuam dentro de suas limitações. Os efeitos visuais são muito bons, surpreendem. Harry Potter e as Relíquias da Morte- Parte 1 não ganhou nem um Oscar, algo que não me surpreendeu. A saga deveria ganhar a estatueta de melhor filme nas suas primeiras edições, porém, no meio do caminho havia Frodo e seus amigos. O quarto e o quinto episódios ficaram bons, mas não ganharam nada. Veio o sexto, que diga-se de passagem ficou horrível- comparando com o livro- e este agora. Ambos não mereciam ficar com nada. Então, no dia 15 de julho veio Harry Potter e as Relíquias da Morte- Parte 2, com sua última chance de levar alguma estatueta para casa. Torcendo a favor do bruxinho...
Bem, como já disse, o filme é mais para o aprendizado dos personagens e para seus psicológico. Uma hora, eles estão numa situação e aprendem isso, em outra aprendem aquilo. Foi uma porrada emocional. Harry está no seu quarto, onde dormiu por muito tempo. Se despede da casa onde sofreu tanto. Até mesmo de seus tios e primo ele tem de se despedir. Acho que se não tivéssemos duas partes isso se perderia muito, e nunca mais haveria outra oportunidade para explorar o sentimento dos personagens. Então, expectativa para a parte 2 no Oscar e saldamos, desde já, J.K. Rowling, que criou um universo tão magnífico e grandioso com o poder das palavras.
Categoria: Muito Bom +
Nota: 8,5
Hermione, interpretada por Emma Watson.

domingo, 29 de maio de 2011

Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas


TÍTULO: Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides (Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas) EUA, 2011, 137 min.

ELENCO: Johnny Depp, Penélope Cruz, Ian McShane, Geoffrey Rush, Kevin McNally.

DIREÇÃO: Rob Marshall

ROTEIRO: Ted Elliott, Terry Rossio

GÊNERO: Aventura

DISTRIBUIDORA: Walt Disney Pictures

A série Piratas do Caribe retratam os melhores filmes de piratas já feitos. Quero dizer, há algum outro de grande expressão? Bom, em Navegando em Águas Misteriosas vemos a volta de Johnny Depp como o tão conhecido Capitão Jack Sparrow. A história deixa a desejar. Os três primeiros filmes foram superiores. O elenco ainda conta com o reforço de Penélope Cruz para viver a bela Angélica. Também participam do filme o ator Ian McShane, vivendo o Capitão Barba Negra e Geoffrey Rush, dando vida ao Capitão Barbossa.

O desenrolar da trama acontece em cima da busca de Angélica, Sparrow e Barba Negra pela Fonte da Juventude. Então, Jack encontra Angélica, uma certa mulher que deixou no passado, e acaba ingressando na tripulação de Barba Negra. Com a ajuda de um velho "amigo", mais conhecido como Barbossa, que está com sede de vingança pelo amado Pérola Negra, que lhe é roubado por Barba Negra, Jack enfrenta uma grande luta contra  o reino espanhol pela tão sonhada água da Fonte da Juventude.

Como já falei a todos, achei os três primeiros filmes melhores. Mas Navegando em Águas Misteriosas temos um filme repleto de ação e aventura. O filme também serve para confirmar uma afirmação minha. Piratas do Caribe sai dos trilhos sem Jack Sparrow. Eu achei a primeira hora de Piratas do Caribe: No Fim do Mundo, um tanto quanto chata. Mas, quando Sparrow aparece, parece que estamos diante de um novo filme. Sem Elizabeth e Will Turner, Piratas do Caribe não é uma beleza. É um filme que dá para suportar. Nem muito ruim, nem muito bom. Aqueles que perguntam, então por que não colocaram Will e Elizabeth no quarto filme, oras? Colocando essas duas figuras, a série ficaria uma porcaria, pois desmentiria tudo aquilo do terceiro filme.

Bem, se a história não é um mar de maravilhas, as atuações de Johnny Depp e Penélope Cruz são, no mínimo, merecedores de uma salma de palmas. Eles dão um caráter muito bacana aos seus personagens. Depp, como sempre, só reafirma sua grande estrela de ator. Também, ganhando uma quantia elevada de milhões, nada mais se poderia esperar do antigamente conhecido como Edward Mão de Tesouras.

O filme passou da conta em relacão ficção. É aquela coisa, Sparrow poderia estar cercado por Capitão América, Rambo, Venom, Predadores e pelo Minotauro e consegueria um modo de dar sua escapadela. Enfim, o filme me pareceu ter sido feito para arrecadar alguns milhões e só. Não é maravilhoso, porém, não é péssimo.
Categoria: Bom

Nota: 7,0

Depp dá show e Cruz surpreende.

sábado, 14 de maio de 2011

Um Parto de Viagem

TÍTULO: Due Date (Um Parto de Viagem) EUA, 2010, 100 min.


ELENCO: Robert Downey Jr., Zach Galifianakis, Michelle Monaghan, Juliette Lewis, Jamie Foxx, Alan Parkin, Matt Walsh, James Martin Kelly, Mimi Kennedy, Rhoda Griffis


DIREÇÃO: Todd Phillips


ROTEIRO: Alan R. Cohen, Alan Freedland, Adam Sztykiel, Todd Phillips


GÊNERO: Comédia


DISTRIBUIDORA: Warner Bros.


Junte Robert Downey Jr. e Zach Galifianakis. Imagine no que dá. Óbvio que daí só podia sair um grande filme de comédia. Os dois atores se juntam em uma grande aventura que vale muito apena assistir.
Peter Highman está muito ansioso para o nascimento do seu filho. Ele está em um determinado lugar dos Estados Unidos e precisa ir a Los Angeles. Chato, não é? Mas agora que vem a parte boa. Peter conhece Ethan Tremblay, no aeroporto. Eis o inicio de loucas aventuras, e de belas gargalhadas. Eles se envolvem em uma confusão no avião (ambos embarcaram para o mesmo local) e vão para a lista dos excluídos.  Então, precisam chegar de carro até Los Angeles, ou Peter vai perder o nascimento de seu filho.
É uma das melhores comédia que eu já vi. Robert Downey Jr. e Zach Galifianakis estão incríveis. Os dois atuaram no filme como se atuassem em todos os filme que fizeram. O filme e o ambiente criado também ajudam. A história é um clichê. Uma louca viagem com os mais inusitados desafios pela frente. Se Beber Não Case é mais ou menos no mesmo estilo.
Gostei muito por não ser uma comédia muito apelativa. Nada de muitas piadas sobre sexo, como na maioria das comédia protagonizadas por Ben Stiler. Trabalha também a amizade e o perdão, apesar de que as vezes é difícil fazer tanto amizades quanto perdoar alguém. É uma boa pedida para você assistir em qualquer hora.
Com um filme hilário, duas grandes atuações e belas paisagens, esse filme é imperdível e, por ser difícil achar uma comédia tão boa, merece um incrível.
Categoria: Incrível
Nota: 9,0 

Robert Downey Jr.:"Eu sou o Homem-de-Ferro, vai ficar me olhando assim?"