sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

J.J. Abrams será o diretor de Star Wars Episódio VII

No final no ano passado, saiu a informação de que a Disney havia comprado a Lucas Arts. Ok, todos sabem, e a mega-empresa disse que transformaria mais ideias de Star Wars pro cinema. Desde lá, temos inúmeras especulações sobre quem seria o diretor dessa nova etapa da tão famosa saga. Circularem vários nomes, como Guillermo del Toro, David Fincher e inúmeros outros bons cineastas estiveram no quase pra assumir esse posto cobiçado.

Porém, foi anunciado ontem (24), que Abrams será o diretor do novo episódio. Sim, meus caros, o mesmo J.J. Abrams, de Lost, de Star Trek e várias outras referências de hoje. O mesmo Abrams que disse ter sido convidado para dirigir a série, porém, recusou pois ia ser fiel a Star Trek. Bem, parece que o discurso mudou, e ele agora vai dirigir o maior projeto em andamento no cinema atual. Que responsa, J.J.

 Particularmente, gosto do trabalho dele. Não é um gênio, mas representa muito para cultura nerd. Creio que possa sim fazer um grande trabalho, até porque confio no roteirista da nova série, Michael Arndt, que escreveu o roteiro de Toy Story 3 e Pequena Miss Sunshine. Mas ele pode falhar. Meu sentimento em relação a tudo isso é um misto de empolgação com apreensão. Abrams há se mostou um cara que tem tino pra coisa, como em Super 8 (2011), mas já demonstrou que pode perder a mão, como na série Lost. Quanto a ele ter dirigido Star Trek (no qual creio que ele tenha feito um trabalho não mais que competente, mas preciso ver o que vai sair agora) e isso causar estranhamentos entre fãs das duas sagas, acho que é bobagem. Não me importo com isso, e acho que ninguém leva realmente a sério essa ideia. E vocês, o que acharam da escolha da Disney? Vote na enquete!

Nas suas mãos, Abrams.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

DIREÇÃO: Peter Jackson.
ROTEIRO: Peter Jackson, Fran Walsh, Philippa Boyens, Guillermo del Toro.
ELENCO: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, James Nesbitt, Adam Brown, Aidan Turner, Dean O'Gorman, Graham McTavish, John Callen, Stephen Hunter, Mark Hadlow, Manu Bennett, Peter Hambleton, Ken Stott, Jed Brophy, William Kircher, Jeffrey Thomas, Mike Mizrahi, Cate Blanchett, Hugo Weaving, Elijah Wood, Andy Serkis, Sylvester McCoy, Lee Pace, Bret McKenzie, Barry Humphries, Benedict Cumberbatch.
PRODUÇÃO: Peter Jackson, Fran Walsh, Carolynne Cunningham.
DURAÇÃO: 169 min.
ANO: 2012
PAÍS: Nova Zelândia, EUA.
GÊNERO: Fantasia.

Cartaz do filme.


Bom, o que podemos dizer de um filme como O Hobbit? Existem inúmeras opiniões para essa obra de Peter Jackson, que faz com que o diretor retorne à Terra-Média, que já o consagrou na trilogia O Senhor dos Anéis. Vamos ver minha opinião sobre o filme.

O filme chegou cercado de expectativas. Após o sucesso d'O Senhor dos Anéis, todos esperavam uma obra tão boa quanto. Mas o filme foi cercado de grandes percalços. Inúmeros atrasos na produção, a demissão de Guillermo del Toro e por aí vai. Além disso, criou-se toda uma espera pelo filme ser apresentado em 48 fps, diferentemente dos 24 fps tradicionais. Ok, todo mundo já deve ter lido isso.

A história se passa 60 anos antes da Sociedade do Anel. Os anões assistem ao dragão Smaug tomar sua tão querida cidade. Sem ajuda, principalmente sem ajuda dos elfos, esse povo vê toda sua honra desmoronar. Se exilam em partes diferentes da Terra-Média, esperando que um dia possam retomar sua cidade. Porém, doze anões, liderados por Thorin Escudo-de-Carvalho (Richard Armitage), herdeiro do trono de Erebor, decidem fazer uma comitiva que busca a glória novamente. O mago Gandalf (Ian McKellen) decide ajudar e ainda indica um curioso ser, um hobbit, chamado Bilbo Bolseiro (Martin Freeman, espetacular). Apesar de relutar no início, Bilbo decide apoiar a união e sai em uma aventura para retomar Erebor.

Falar do visual do filme é chover no molhado. Assim como O Senhor dos Anéis, temos aqui uma direção de arte completa e que nos leva a viajar por esse maravilhoso mundo criado por J.R.R. Tolkien. As lutas entre anões e Orcs também estão maravilhosas. E quanto a Gollum, bom, a computação gráfica dá mais um show e faz desse personagem uma obra-prima.

A grande questão foi a decisão de Peter Jackson em transformar O Hobbit, publicado em 1937, um livro curto de 300 páginas, em três longas, sendo que o primeiro tem quase 3 horas de duração. Muitos o chamam de mercenário, que está extendendo o inextentivel, e blá. Ao meu ver, quanto mais pudermos nos aprofundar nesse mundo excepcional, melhor. Torço pra que um dia saia uma boa obra baseada n'O Silmarillion. Lógico, se Jackson fizesse três filmes apenas por dinheiro, eu seria contra. Não sei a real intenção dele. Mas o que vi na tela, foi uma exploração muito, mas muito bem feita. Uma riqueza de detalhes que nada tem a ver com um filme que tenta encher linguiça.

Muito também se falou de o filme ser cansativo. O Senhor dos Anéis está no hall dos meus filmes preferidos, mas confesso, que pode parecer cansativo. O Hobbit, na sua primeira meia hora ou até nos seus primeiros quarenta minutos, é cansativo pra caramba. É um tal de anão cantando, anão jogando louça pra cá, pra lá, que é duro de aguentar. Mas depois disso, colega, o filme passa em um piscar de olhos. É realmente um filme de aventura, muito menos maduro e adulto do que a primeira trilogia baseada nos livros de Tolkien feita para o cinema. Há muito mais comédia no filme. E temos que entender isso, pois o escritor sul-africano escreveu esse livro para crianças, e fim. Trolls falam, há um mago todo curioso chamado Radagast e o próprio Saruman solta uma piadinha. Mas, observando que serão duas trilogias distintas, e que O Hobbit é uma aventura das boas, podemos aceitar tudo isso e apreciarmos o filme.

As atuações estão ótimas. Martin Freeman, na minha opinião, deveria ser indicado ao Oscar. Cate Blanchett está soberba como Galadriel. Ian McKellen dispensa comentários, e os anões dão conta do recado. Pesando na balança, teremos muitos prós e uma quantidade quase nula de contras. Ótimo filme, por sua arte, por seu elenco, roteiro e direção impecáveis. E também, por que estamos falando de um filme baseado em um dos maiores escritores da história, o grandioso J.R.R. Tolkien.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Consipiração Americana

McAvoy mostra talento em sua interpretação.
DIREÇÃO: Robert Redford.
ROTEIRO: James Solomon.
ELENCO: James McAvoy, Robin Wright, Toby Kebbell.
PRODUÇÃO: Brian Peter Falk, Bill Holderman, Greg Shapiro, Robert Redford, Robert Stone, Webster Stone.
DURAÇÃO: 122 min.
ANO: 2010
PAÍS: EUA.
GÊNERO: Drama.
Frederick Aiken foi um herói da Guerra da Secessão. Agora que a batalha acabou, sua vida volta ao normal, com ele exercendo o direito de advogado. Porém, um acontecimento pouco ilustre ocorre: o presidente Abraham Lincoln acaba sendo assassinado. E Aiken acaba se vendo tendo de defender a mãe de um dos conspiradores, e o faz mesmo que não queira. O que se segue é uma trama cheia de descobertas típicas de um filme de suspense e tribunais, e se Frederick quiser ver sua cliente livre, vai ter que entregar o conspirados, no caso, o filho da mulher, que faz de tudo para proteger sua cria.

O filme tem uma direção (de Robert Redford) competente. Nada de absurdo, mas nada que comprometa o longa de quase duas horas de duração. A edição também se mostra regular. Os pontos mais fortes são o roteiro, assinado por James Solomon e os diálogos nele contido. Principalmente as cenas passadas no júri, em que o personagem principal tem que se dobrar para defender a cliente.

Um ponto forte a parte é a atuação de James McAvoy, que é um dos meus atores prediletos atualmente. Passa toda a emoção e os dilemas que assolam a vida de Aiken, pois, se de um lado ele defendeu os ideais de seu povo- e de seu presidente- na guerra, do outro ele, como advogado, tem que lutar para ver livre uma das suspeitas a assassinar o presidente que ele defendera outrora.

Vale ressaltar também que a civil está sendo julgada de maneira injusta por uma corte militar. E, que aos poucos, Frederick vai mostrando que ela pouca culpa tem no caso. Mesmo assim, no calor do momento, os militares tem de entregar algo para acalmar o povo, que viu seu principal líder ser assassinado, e, como é mais que sabido, os Estados Unidos tem muito amor pelas suas coisas. Se encontrar um dos reais culpados era impossível, o júri se enxerga na obrigação de prender pelo menos a mãe de um deles, e acusar ela de conspiração. Esse é o ponto chave do filme. Mostrar que, quando os chefões estão no jogo (no filme, o vice-presidente anula uma ordem de habeas corpus onde Mary Surratt antes de sua sentença) pouco se pode fazer, e mostra que a eles são desonestos e pensam apenas no próprio bem.

No geral, é um bom filme, forte pela atuação de McAvoy, e dos diálogos muito interessantes, crédito de James Solomon. Como já disse, a direção é competente e não compromete. E é bom nos mostrar que as falcatruas ocorrem. Desde o tempo de Lincoln...

                              

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Vencedores do Globo de Ouro 2013

Foram anunciados os vencedores da famosa "prévia do Oscar", o Globo de Ouro 2013. O prêmio é dado para os destaques da televisão e do cinema. Bom, a surpresa foi Ben Affleck levando o globo de melhor diretor, desbancando Spielberg, indicado por "Lincoln" e Ang Lee, que recebeu indicação pela sua obra "As Aventuras de Pi". Já como melhor ator de drama, Daniel Day-Lewis levou, por interpretar o ex-presidente dos Estados Unidos. Já Hugh Jackman levou por sua exibição em "Os Miseráveis", na categoria melhor ator de comédia/musical. Quem conseguiu o prêmio de melhor atriz foi Jessica Chastain, pelo filme "A Hora mais Escura". Além de tudo isso, Jodie Foster ganhou um globo (mais que merecido) pelo conjunto da obra. Confira os ganhadores:

Melhor ator coadjuvanteChristoph Waltz - Django Livre

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou telefilme
Maggie Smith - Downton Abbey

Melhor atriz em uma minissérie ou telefilme
Julianne Moore - Game Change

Melhor minissérie ou telefilme
Game Change

Melhor trilha sonora original
Mychael Danna -As Aventuras de Pi

Melhor canção original
"Skyfall" - 007 - Operação Skyfall

Melhor série (drama)
Homeland

Melhor ator em série dramática
Damian Lewis - Homeland

Melhor atriz (musical / comédia)
Jennifer Lawrence - O Lado Bom da Vida

Melhor ator em uma minissérie ou telefilme
Kevin Costner - Hatfields & McCoys

Melhor roteiro
Quentin Tarantino - Django Livre

Melhor ator em série musical ou de humor
Don Cheadle - House of Lies

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou telefilme
Ed Harris - Game Change

Melhor filme em lingua estrangeira
Amour (Áustria)

Melhor longa animado
Valente

Melhor atriz em série dramática
Claire Danes - Homeland

Melhor filme (musical / comédia)
Os Miseráveis

Melhor ator (musical / comédia)
Hugh Jackman - Os Miseráveis

Melhor atriz coadjuvante
Anne Hathaway - Os Miseráveis

Melhor diretor
Ben Affleck - Argo

Melhor série (comédia / musical)
Girls

Melhor atriz em série musical ou de humor
Lena Dunham - Girls

Melhor atriz (drama)
Jessica Chastain -A Hora Mais Escura

Melhor ator (drama)
Daniel Day-Lewis - Lincoln

Melhor filme (drama)
Argo

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Indicados Oscar 2013

Saiu hoje a lista de indicados ao prêmio máximo do cinema, o Oscar. Inúmeras boas produções foram lembradas, como "Argo" e "Lincoln" para melhor filme, e "O Hobbit: Uma Jornada Inesperada" e "As Aventuras de Pi" na categoria de efeitos visuais. Para melhor ator, destaque para Daniel Day-Lewis e Hugh Jackman, além de Denzel Washington, indicado pelo filme "O Voo". Já na categoria feminina, destaque para Naomi Watts e a jovem Jennifer Lawrence, favoritas ao prêmio de melhor atriz. Confira os indicados da Acadêmia:

Melhor filme

Argo
Django Livre
As Aventuras de Pi
Lincoln
A Hora Mais Escura
Os Miseráveis
O Lado Bom da Vida
Indomável Sonhadora
Amor

Melhor ator

Daniel Day-Lewis – Lincoln
Joaquin Phoenix – O Mestre
Denzel Washington – O Voo
Bradley Cooper – O Lado Bom da Vida
Hugh Jackman – Os Miseráveis

Melhor atriz
Jessica Chastain -A Hora Mais Escura
Naomi Watts – O Impossível
Jennifer Lawrence – O Lado Bom da Vida
Emmanuellle Riva -Amor
Quvenzhané Wallis – Indomável Sonhadora

Melhor ator coadjuvante
Alan Arkin – Argo
Philip Seymour Hoffman – O Mestre
Tommy Lee Jones – Lincoln
Christoph Waltz – Django Livre
Robert De Niro – O Lado Bom da Vida

Melhor atriz coadjuvante
Amy Adams – O Mestre
Sally Field – Lincoln
Anne Hathaway – Os Miseráveis
Helen Hunt – As Sessões
Jacki Weaver – O Lado Bom da Vida

Melhor diretor
Ang Lee – As Aventuras de Pi
Steven Spielberg – Lincoln
Michael Haneke – Amor
David O. Russell – O Lado Bom da Vida
Benh Zeitlin – Indomável Sonhadora

Melhor roteiro
Mark Boal – A Hora Mais Escura
Quentin Tarantino – Django Livre
Michael Haneke – Amor
Wes Anderson, Roman Coppola – Moonrise Kingdon
John Gatins – O Voo

Melhor roteiro adaptado
Chris Terrio – Argo
Lucy Alibar, Benh Zeitlin – Indomável Sonhadora
David Magee – As Aventuras de Pi
Tony Kushner – Lincoln
David O. Russell – O Lado Bom da Vida

Melhor filme em lingua estrangeira
Amor (Áustria)
A Royal Affair (Dinamarca)
Kon-Tiki (Noruega, Reino Unido, Dinamarca)
No(Chile)
War Witch (Canadá)

Melhor longa animado
Valente
Frankenweenie
Detona Ralph
ParaNorman
Piratas Pirados!

Melhor trilha sonora original
Dario Marianelli – Anna Karenina
Alexandre Desplat – Argo
Mychael Danna – As Aventuras de Pi
John Williams – Lincoln
Thomas Newman – 007 – Operação Skyfall

Melhor canção original
“Before My Time” – Chasing Ice
“Everybody Needs A Best Friend” – Ted
“Pi’s Lullaby” – As Aventuras de Pi
“Skyfall”- 007 – Operação Skyfall
“Suddenly” – Os Miseráveis

Melhores efeitos visuais
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
As Aventuras de Pi
Os Vingadores
Prometheus
Branca de Neve e o Caçador

Melhor maquiagem
Hitchcock
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
Os Miseráveis

Melhor fotografia
Anna Karenina
Django Livre
As Aventuras de Pi
Lincoln
007 – Operação Skyfall

Melhor figurino
Anna Karenina
Os Miseráveis
Lincoln
Espelho, Espelho Meu
Branca de Neve e o Caçador

Melhor direção de arte
Anna Karenina
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
Os Miseráveis
As Aventuras de Pi
Lincoln

Melhor documentário
5 Broken Cameras
The Gatekeepers
How to Survive a Plague
The Invisible War
Searching for Sugar Man

Melhor documentário de curta-metragem
Inocente
Kings Point
Mondays at Racine
Open Heart
Redemption

Melhor montagem
Argo
As Aventuras de Pi
Lincoln
O Lado Bom da Vida
A Hora Mais Escura

Melhor curta
Asad
Buzkashi Boys
Curfew
Death of a Shadow (Dood van een Schaduw)
Henry

Melhor curta animado
Adam and Dog
Fresh Guacamole
Head over Heels
Maggie Simpson in “The Longest Daycare”
Paperman

Melhor edição de som
Argo
Django Livre
As Aventuras de Pi
007 – Operação Skyfall
A Hora Mais Escura

Melhor mixagem de som
Argo
Os Miseráveis
As Aventuras de Pi
Lincoln
007 – Operação Skyfall

sábado, 5 de janeiro de 2013

Trailer de "Ginger and Rosa."

Primeiramente, desejo um ótimo 2013 pra todo mundo. E peço desculpas pelo tempo ausente. Enfim, vamos ao que interessa. Há um filme feito em 2012, que me parece coisa da boa. Estrelado por Elle Fanning (Super 8) e por Alessandro Nivola (Gol!), o filme de Sally Potter conta a história de Ginger (Fanning) e Rosa (Alice Englert), que passam suas adolescências na tensão da Guerra Fria. Em meio a descobertas pessoais por causa da idade, elas se envolvem com o Ban the Bomb, movimento contra a produção nuclear.

 
O filme entra nos cinemas dos EUA no dia 15 de março. Não há previsão de chegada por aqui. Mas vale torcer e acompanhar. Existem boatos de que Fanning vai concorrer a prêmios importantes por sua interpretação. Ela inclusive esteve no dia 21 do mês passado promovendo o filme no famoso talk-show norte-americano The Tonight Show With Jay Leno. Confiram acima, mesmo que sem legendas.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Um Beijo Roubado

TÍTULO: My Blueberry Nights (Um Beijo Roubado), EUA,
ELENCO: Norah Jones, Jude Law, Rachel Weisz, David Strathairn, Natalie Portman.
DIREÇÃO: Wong Kar Wai.
ROTEIRO: Wong Kar Wai e Lawrence Block.
GÊNERO: Romance.

Um roteiro apaixonante. Assim pode-se definir o filme Um Beijo Roubado. Um filme de romance que deveria ser usado como exemplo para outros longas do gênero, conquista o expectador com sua narrativa tocante e consegue se firmar na galeria de um dos filmes de amor mais belos dos últimos anos.
Elizabeth (Norah Jones), uma jovem de coração partido, encontra no charmoso dono de um café, mais conhecido com Jeremy, (Jude Law) um companheiro com quem tem conversas que perduram por noites e noites. Tentando buscar e descobrir uma nova essência para si mesma, além de experimentar uma nova forma de vida, a jovem sai em viagens pelos Estados Unidos. Como se pode esperar de um bom viajante, Elizabeth conhece novas histórias, dentre elas, o decadente caso de amor entre Arnie e Sue Lynne(Rachel Weisz). Também em meio as suas aventuras, ela conhece uma extrovertida jogadora de cartas, brilhantemente interpreta pela atriz Natalie Portman.
Eis que temos a incrível história de amor, a principal linha do roteiro, que, não canso de repetir, é arrebatador principalmente para casais apaixonados e para quem sempre torce pelo triunfo sentimentalista no final. Gostei da produção principalmente pela auto-afirmação que a personagem da cantora Norah Jones busca após uma decepção amorosa. Ela tenta aprender, ver coisas novas, experimentar, fazendo assim , do grande objetivo da vida uma realidade, na qual, por meio de viagens pelos Estados Unidos, consegue compreender um pouco mais sobre si mesma.
Jude Law também está incrível. Ele faz um papel de um jovem que viu todos os seus sonhos serem apagados e irem embora, assim como um pôr-do-sol, que após reluzir brilhantemente, tem seu brilho apagado pelas incertezas da vida. Agora, dono de um café, ele leva a vida se divertindo com as coisas cotidianas.
E o que falar de Natalie Portman? A atriz é, sem sombra de dúvidas, uma das melhores artistas atuais. Já era assim em 2005, quando fez, junto de Ewan McGregor- também outro grande ator- o último episódio de uma das melhores sagas e de um dos maiores fenômenos que o cinema já viu, chamado Star Wars. Assim também foi em Closer- Perto Demais, onde interpretou magistralmente e faturou a estatueta do Oscar de melhor atriz coadjuvante. Oscar que levou também por ter dado vida a bailarina Nina, no filme Cisne Negro, de 2010, acredito eu, que na melhor atuação da atriz. Portman mostra de forma intensa a vida da jogadora de cartas chamada Leslie. Personagem muito bem construída pelo roteirista Wong Kar-Wai.
Um Beijo Roubado está longe de ser um romance “água com açúcar”. É um filme da busca pela identidade, que, sendo assim, nos apresenta inúmeras formas de sentimentos, desde a amizade entre Jeremy e Beth, desde o machucado Arnie (David Strathairn) que não consegue de modo algum superar o caso de amor mal terminado entre ele e sua ex-mulher Sue Lynne (Rachel Weisz). Isso sem contar a solidão do próprio par de protagonistas, que, provavelmente, é o principal fator para o sentimento de amizade e atração entre ambos os personagens. É bacana, que, apesar desse universo repleto de elementos distintos, o filme não é na sua totalidade, uma obra depressiva, e sim, um longa animador, que nos faz enxergar nossas relações (não apenas de casais) com os próximos de modo diferenciado.
No aspecto técnico, o filme contém uma trilha sonora ótima, uma fotografia agradável e nos lembra os filmes de road movies no decorrer da viagem entre as personagens Elizabeth e Leslie, que são de grande importância na história, fazendo com que as personagens se descubram e nos deixem descobri-las. O chinês Wong Kar-Wai nos mostra mais um belo trabalho, sendo este o primeiro filme em inglês do diretor que mora em Hong-Kong.
Então, em 2007, esse sem dúvidas, é um dos melhores filmes. Não nos arranca lágrimas, porém não é esse seu objetivo. Nos arranca reflexões sobre os sentimentos dos personagens, que estão a nossa flor da pele durante o cotidiano, deixando assim, o filme mais charmoso, e logicamente, mais belo.
 

Jude Law é o maior destaque do filme.