sábado, 5 de janeiro de 2013
Trailer de "Ginger and Rosa."
Primeiramente, desejo um ótimo 2013 pra todo mundo. E peço desculpas pelo tempo ausente. Enfim, vamos ao que interessa. Há um filme feito em 2012, que me parece coisa da boa. Estrelado por Elle Fanning (Super 8) e por Alessandro Nivola (Gol!), o filme de Sally Potter conta a história de Ginger (Fanning) e Rosa (Alice Englert), que passam suas adolescências na tensão da Guerra Fria. Em meio a descobertas pessoais por causa da idade, elas se envolvem com o Ban the Bomb, movimento contra a produção nuclear.
O filme entra nos cinemas dos EUA no dia 15 de março. Não há previsão de chegada por aqui. Mas vale torcer e acompanhar. Existem boatos de que Fanning vai concorrer a prêmios importantes por sua interpretação. Ela inclusive esteve no dia 21 do mês passado promovendo o filme no famoso talk-show norte-americano The Tonight Show With Jay Leno. Confiram acima, mesmo que sem legendas.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Um Beijo Roubado
ELENCO: Norah Jones, Jude Law, Rachel Weisz, David Strathairn, Natalie Portman.
DIREÇÃO: Wong Kar Wai.
ROTEIRO: Wong Kar Wai e Lawrence Block.
GÊNERO: Romance.
Um roteiro apaixonante. Assim pode-se definir o filme Um Beijo Roubado. Um filme de romance que deveria ser usado como exemplo para outros longas do gênero, conquista o expectador com sua narrativa tocante e consegue se firmar na galeria de um dos filmes de amor mais belos dos últimos anos.
Um roteiro apaixonante. Assim pode-se definir o filme Um Beijo Roubado. Um filme de romance que deveria ser usado como exemplo para outros longas do gênero, conquista o expectador com sua narrativa tocante e consegue se firmar na galeria de um dos filmes de amor mais belos dos últimos anos.
Elizabeth (Norah Jones), uma jovem de coração partido, encontra no charmoso dono de um café, mais conhecido com Jeremy, (Jude Law) um companheiro com quem tem conversas que perduram por noites e noites. Tentando buscar e descobrir uma nova essência para si mesma, além de experimentar uma nova forma de vida, a jovem sai em viagens pelos Estados Unidos. Como se pode esperar de um bom viajante, Elizabeth conhece novas histórias, dentre elas, o decadente caso de amor entre Arnie e Sue Lynne(Rachel Weisz). Também em meio as suas aventuras, ela conhece uma extrovertida jogadora de cartas, brilhantemente interpreta pela atriz Natalie Portman.
Eis que temos a incrível história de amor, a principal linha do roteiro, que, não canso de repetir, é arrebatador principalmente para casais apaixonados e para quem sempre torce pelo triunfo sentimentalista no final. Gostei da produção principalmente pela auto-afirmação que a personagem da cantora Norah Jones busca após uma decepção amorosa. Ela tenta aprender, ver coisas novas, experimentar, fazendo assim , do grande objetivo da vida uma realidade, na qual, por meio de viagens pelos Estados Unidos, consegue compreender um pouco mais sobre si mesma.
Jude Law também está incrível. Ele faz um papel de um jovem que viu todos os seus sonhos serem apagados e irem embora, assim como um pôr-do-sol, que após reluzir brilhantemente, tem seu brilho apagado pelas incertezas da vida. Agora, dono de um café, ele leva a vida se divertindo com as coisas cotidianas.
E o que falar de Natalie Portman? A atriz é, sem sombra de dúvidas, uma das melhores artistas atuais. Já era assim em 2005, quando fez, junto de Ewan McGregor- também outro grande ator- o último episódio de uma das melhores sagas e de um dos maiores fenômenos que o cinema já viu, chamado Star Wars. Assim também foi em Closer- Perto Demais, onde interpretou magistralmente e faturou a estatueta do Oscar de melhor atriz coadjuvante. Oscar que levou também por ter dado vida a bailarina Nina, no filme Cisne Negro, de 2010, acredito eu, que na melhor atuação da atriz. Portman mostra de forma intensa a vida da jogadora de cartas chamada Leslie. Personagem muito bem construída pelo roteirista Wong Kar-Wai.
Um Beijo Roubado está longe de ser um romance “água com açúcar”. É um filme da busca pela identidade, que, sendo assim, nos apresenta inúmeras formas de sentimentos, desde a amizade entre Jeremy e Beth, desde o machucado Arnie (David Strathairn) que não consegue de modo algum superar o caso de amor mal terminado entre ele e sua ex-mulher Sue Lynne (Rachel Weisz). Isso sem contar a solidão do próprio par de protagonistas, que, provavelmente, é o principal fator para o sentimento de amizade e atração entre ambos os personagens. É bacana, que, apesar desse universo repleto de elementos distintos, o filme não é na sua totalidade, uma obra depressiva, e sim, um longa animador, que nos faz enxergar nossas relações (não apenas de casais) com os próximos de modo diferenciado.
No aspecto técnico, o filme contém uma trilha sonora ótima, uma fotografia agradável e nos lembra os filmes de road movies no decorrer da viagem entre as personagens Elizabeth e Leslie, que são de grande importância na história, fazendo com que as personagens se descubram e nos deixem descobri-las. O chinês Wong Kar-Wai nos mostra mais um belo trabalho, sendo este o primeiro filme em inglês do diretor que mora em Hong-Kong.
Então, em 2007, esse sem dúvidas, é um dos melhores filmes. Não nos arranca lágrimas, porém não é esse seu objetivo. Nos arranca reflexões sobre os sentimentos dos personagens, que estão a nossa flor da pele durante o cotidiano, deixando assim, o filme mais charmoso, e logicamente, mais belo.
Jude Law é o maior destaque do filme.
domingo, 8 de julho de 2012
O Espetacular Homem-Aranha

O reboot do Homem-Aranha chegou sexta nos cinemas. O longa ignora a história que se passou nos três primeiros filmes, reescrevendo a história do personagem.
Peter Parker (Andrew Garfield) é um aluno do último ano do ensino-médio rejeitado por seus colegas e com um passado muito misterioso, do qual nem ele sabe ao certo respostas. O garoto é picado por uma aranha em um laboratório das empresas Oscorp e acaba ganhando super-poderes. Após isso, o jovem tem que conciliar sua paixão por Gwen Stacy (Emma Stone), a vida com seus tios, Ben (Martin Sheen) e May (Sally Field) e uma vida de vigilante, na qual ele combate o crime.
Passando um verdadeiro corretivo nos filmes de Sam Raimi, a produção de O Espetacular Homem-Aranha mostra que esteve e está disposta a adaptar o herói a atual geração. Para mostrar isso podemos usar o exemplo do Peter Parker do filme: lentes de contato, andando de skate, encarando valentões. O diretor Marc Webb, filmando uma produção totalmente nova para ele, dá conta do recado e deixar rolar cenas em que podemos enxergar o conflito psicológico de Parker. O personagem deixa de ser um adolescente abobalhado e passa a ser um sujeito autônomo, apesar de ainda ser desajeitado e tímido.
Muita gente torceu o nariz quando soube que os filmes de Sam Raimi, diretor da trilogia original, seriam esquecidos. É um pensamento compreensível. Os três primeiros filmes foram rodados de 2002 a 2007, e ainda estão muito frescos na nossa memória. Uma justificativa para a mudança de direção foi o fraco Homem Aranha 3, que até arrecadou muito nas bilheterias, mas que não arrancou suspiros dos espectadores. O culpado por esse fracasso não foi Raimi, mas sim os produtores que quiseram dar muitos pitacos nos terceiro longa. Passado o erro, os executivos inovaram, esquecendo os ocorridos e colocando Mar Webb na direção e Andrew Garfield como o super-herói.
A escolha do elenco merece destaque. Garfield, que, apesar dos vinte e e oito anos nas costas ainda tem uma carinha de inocente foi maestral na interpretação. Emma Stone, do filme Histórias Cruzadas, arrebenta, dando a Gwen Stacy um tom de moça com personalidade forte. Martin Sheen segura muito bem o bom e sábio Tio Ben. Agora, Sally Field passa meio apagadinha.
Garfield é maestral na interpretação.
O roteiro é que parece ser meio remendado. Com vários clichês do primeiro filme, lançado em 2002- apesar de que Homem-Aranha é isso aí e não dá pra fugir muito- parece que o que estamos vendo é um remake, não um reboot-. E as coincidências também irritam um pouco. O vilão Dr. Connors era amigo do pai de Parker e é chefe da garota que estuda no mesmo colégio de Peter, garota aliás que é a musa do herói, e assim por diante. Umas coisas difíceis de aturar. Mas há pontos positivos, também. Eles são maiores e superam o que há de negativo. Os efeitos em 3-D são show de bola. A escolha de Lagarto como o vilão da trama também é um acerto. O humor também aparece e vai muito bem. Agora, o que é dá o tom nas duas horas de filme e o que vai dar o tom para futuras continuações, é a relação entre Peter Parker e Gwen Stacy. O menino desajeitado, que não sabe como pedir para sair com a garota mais bonita da escola... A química dos dois atores é muito boa. Muito se deve pelo fato de Webb saber dirigir essas cenas de intimidade. Curiosamente, Stone e Garfield são namorados fora das telonas.
O que se dá para tirar de conclusão é que sim, esse filme é superior do que todos os três anteriores. E, quando às luzes do cinema acendem, eu fiquei pilhadão pra assistir uma continuação. A já relatada química entre Parker e Stacy é muito boa e a promissa é de uma trilogia melhor, até porquê, esse filme é mais pé no chão e esse Homem-Aranha parece mais, na falta de palavras melhores, mais real.
A química desses dois é magnífica e é o ponto alto do filme.
domingo, 1 de julho de 2012
Os filmes mais esperados do ano- Parte 4

Aqui temos a penúltima parte do nosso especial. Muitos filmes já estrearam nesse ano de 2012. Mas ainda há uma boa safra esperando por nós. Falaremos de alguns filmes que devem ganhar muito dinheiro esse ano.
Essa parece ser a temporada dos heróis. Já tivemos nas telonas de cinemas pelo mundo Os Vingadores, que atingiu números inimagináveis nas bilheterias. No dia 06 de julho é a vez de outro personagem da Marvel entrar em ação. Ele é um dos super-heróis mais populares do planeta e seu nome é Homem-Aranha. Com um elenco que tem duas das maiores promessas de Hollywood para os próximos anos- Andrew Garfield (Não me Abandone Jamais) e Emma Stone (Histórias Cruzadas)- O Espetacular Homem-Aranha vem querendo apagar a péssima imagem deixada pelo último filme, Homem-Aranha 3, onde o protagonista ainda era Tobey Maguire, que não participa desse filme, juntamente com o antigo diretor, Sam Raimi, por complicações no script. O objetivo é contar a história de Peter Parker ainda no ensino-médio, explorando mais suas origens. Sem dúvida alguma, vale a pena conferir.
Um filme que muito me interessa é a adaptação literária da obra de Johann Wolfgang Goethe, Fausto, que deve aparecer nos cinemas dia 29 de junho. O filme é uma adaptação livre da tragédia que conta a história do Dr. Fausto, que, obcecado por conhecimento e poder, faz um pacto com o demônio Mefistófeles. O filme tem direção de Aleksandr Sokurov, e é russo.
Febre de Rato é uma expressão popular típica da cidade do Recife que designa alguém quando está fora de controle, alguém que está danado. E é assim que Zizo, um poeta inconformado e de atitude anarquista, chama um pequeno tablóide que ele publica as próprias custas. Vivendo em um mundo particular, Zizo se depara com Eneida, uma jovem de aproximadamente 18 anos, que instiga e promove a transformação do poeta. Essa é a sinopse do filme nacional Febre de Rato. Dirigido pelo brasileiro Claúdio Assis, deve ser conferido apenas por ser um filme brasileiro. Apesar de nossos filmes serem fracos, algumas produções estão alavancando nossas obras. Esperamos que essa seja mais uma.
O escandinavo Headhunters é um filme de suspense. Foi lançado em 2008 na Noruega. Só agora chega aqui. Esse negócio de cinema independente demorar pra chegar as telonas é algo que me irrita muito. Fazer cinema é difícil, se demora para chegar nos outros lugares do mundo, então... Mas enfim, o suspense norueguês tem umas mesclas de ação e muito me interessa. Chega dia 06 nos cinemas.
Produção de Ford Coppola, direção do brasuca Walter Salles, com a musa da saga Crepúsculo no elenco. É assim que pode-se anunciar Na Estrada, filme baseado no livro de Jack Kerouac, mentor da geração Beat, o ritmo do filme é ditado por sexo, drogas e jazz. Os protagonistas Sal Paradise (Sam Riley) e Dean Moriarty (Garrett Hedlund) cruzam os Estados Unidos da América, em busca da última fronteira do país, e, acima de tudo, procurando entender a si mesmo. Dia 13. Vamos estar lá.
Um documentário sobre o jamaicano Bob Marley chega para o público no dia 20 desse mês. Com o título Marley, o filme assume ares de documentário e musical. Deve ser bacana, até pelo legado deixado pelo cantor.
Bom pessoal, por hoje, basta. Até a próxima, comentem e divulguem o blog. O meu abraço e meu muito obrigado. Valeu!
domingo, 27 de maio de 2012
A Batalha do Apocalipse: Da Queda dos Anjos ao Crepúsculo do Mundo
TÍTULO: A Batalha do Apocalipse
AUTOR: Eduardo Spohr
ANO: 2010- em 2010 a história foi públicada em livro, pela editora Vênus, porém, foi publicado na internet pelo site Jovem Nerd em 2007
PÁGINAS: 586
A literatura brasileira é muito boa. Faz frente, tranquilamente, com países com um vasto passado no gênero literário. Estamos repletos de ótimos escritores. Machado de Assis e Carlos Drumond. Paulo Leminski e Monteiro Lobato. Mas os nossos escritores nunca, ou em escassas oportunidade, exploraram o tema fictício. Nenhum deles teve a vontade de fazer o que o sul-africano Tolkien fez. Explorar a fantasia, a ficção. Eis que surge Eduardo Spohr. Eis que surge A Batalha do Apocalipse.
Uma verdadeira promessa. Alguém com futuro e que pode nos orgulhar em um momento em que o povo brasileiro entra em decadência. Nas minhas idas e vindas no meio dos livros, encontrei um marca página. Decoração bacana. Uma arte bonita. Fiquei tentado a ler a sinopse. Depois de fazê-lo, fico animado muito animado. Vou então ao sábio Google e faço uma pesquisa com o título A Batalha do Apocalipse. Para o meu espanto e alegria. Aquela história que li no marca página era assinada por um brasileiro. Empenho-me a ler a obra.
Há muitos e muitos anos, há tantos anos quanto o número de estrelas no céu, o Paraíso Celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio, e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o juízo final.
Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas, o dia do despertar do Altíssimo. Único sobrevivente do expurgo, o líder dos renegados é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na batalha do Armagedom, o embate final entre Céu e o Inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro do universo.
Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano; das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval. A batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana, mas também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, cheio de lutas heroicas, magia, romance e suspense.
Essa é a sinopse do livro. Cheguei a ler em alguns lugares uma comparação entre Spohr e J.R.R. Tolkien. Menos, bem menos. Comparar o iniciante Spohr e sua ótima obra a Tolkien e ao impecável Senhor dos Anéis é uma super-valorização. Não subestimando nosso compatriota. A Batalha do Apocalipse é pauleira. Ablon, o Anjo Renegado, é um personagem muito carismático. A Feiticeira de En-Dor, Shamira, é melhor ainda. A narrativa de Eduardo é muito boa, principalmente na descrição dos cenários antigos, como o Império Romano, os castelos medievais da Inglaterra e as planícies da China. Tudo bem mastigado para viajarmos nesse universo. Largar o livro depois de ter feito a iniciação na leitura é uma tarefa complicada. O autor sabe como nos prender com uma trama bem amarrada, uma história concreta.
A história é muito boa. Há grandes mentes que inventam ótimas histórias. Outra coisa bem diferente são grandes escritores. O escritor desenvolve, executa; o "sonhador" inventa. Ambas as mentes são ótimas. Saber contar uma história é ótimo. Saber inventá-la também. O difícil é aliar as duas qualidades. Não dá pra dizer que Spohr é um gênio. Ele é bom em inventar a história. Mas não consegue trasmitir ao papel com uma qualidade de um Stephen King, por exemplo. Bom, eu estou mal acostumado. Spohr conta muito bem, mas há gente superior a ele nesse critério, o que não tira o brilho do livro. Um pouco mais de experiência e teremos um nome para colocarmos no hall de grandes nomes da literatura brasileira.
O enredo também têm uns clichês que atrapalham um pouco. Ablon é o típico herói. Toma partido apenas para ajudar a humanidade. Busca sempre a verdade, um verdadeiro justiceiro. Já vimos centenas de vezes, mas dá pra descontar, pois o personagem é o ícone principal do livro. E se não fosse assim, o livro poderia perder um pouco de sua sustentação.
Agora, meu amigo, o que é a cronologia da história? Tudo muito bem arquitetado pelo autor. O levante no céu, as Batalhas Primevas, a criação do universo, a queda da Estrela da Manhã, o exílio de Gabriel. Simplesmente fantástico, maravilhoso. Por isso, o livro já vale a pena.
Outra coisa fantástica são as mundanças de como contar a história. No início, em terceira pessoa. Depois, em primeira. Golpe de mestre, coisa digna de um escritor fardado em experiência- coisa que ainda falta para Spohr, mas que ele vai adquirir se quiser continuar no ramo- e de alguém que têm tino pra coisa.
Bom, mais do que recomendo. O livro é engolido, a história nos prende, personagens como o demônio Apollyon, o arcanjo Miguel, o Renegado Ablon, o Caído Lúcifer, a Feiticeira Shamira, e todos os outros fazem com que passemos alguns dias em um universo altamente imaginário e muito bem montado Eduardo Spohr. Vale a pena não apenas por ter sido escrito por alguém de nossas terras, mas por ser uma obra que, apesar dos defeitos, nos transporta e faz refletir, com seu drama, romance, suspense e ação. Pra que melhor que isso?
Categoria: Muito bom
Nota: 8,5
domingo, 11 de março de 2012
Os filmes mais esperadors de 2012- Parte 3
No dia nove desse mês, poderemos prestigiar nas telonas o filme W.E.- O Romance do Século. O filme dirigido por Madona foca no romance vivido entre o Rei Eduardo 8º e Wallis Simpson. Dá pra se dizer que o longa é uma mistura de ficção e realidade, mas vale a pena conferir.
Ainda nesse mês, daremos uma olhada no documentário do lutador brasileiro Anderson Silva. O título da produção é Anderson Silva: Como Água. O filme acompanha o campeão em sua preparação para a luta que pode lhe render um recorde de doze vitórias seguidas.
Falando em brasileiro, teremos o documentário de ninguém mais ninguém menos que Raul Seixas. Um dos mais libertários artistas da música brasileira, que andou do rock ao baião, será mostrado no filme Raul Seixas- O Início, o Fim e o Meio. O pessoal que é fã de música deve conferir, pois Seixas, aquela boa e velha metamorfose ambulante, foi um dos maiores cantores da música brasileira.
Sete Dias com Marilyn também chega ao Brasil no mês de março. Mais precisamente no dia vinte e três. Com uma interpretação incrível e impecável de Michelle Williams como uma das maiores divãs do cinema de todos os tempos, deve se esperar muito desse filme, que arrecadou bem lá no exterior. Eu particularmente adoro tudo que está ligado a Monroe (e quem não gosta dela?), por isso irei conferir e recomendo.
Na área de animação, Madagascar retorna esse ano com Madagascar 3: Os Procurados. O quarteto principal viaja para a Europa integrando um circo itinerante. A estréia ocorre dia sete de junho.
Destruição e humor negro. É nisso que o mercenário Deadpool se baseia. E o anti-herói e seus equipamento de última geração chegam ao cinema no dia vinte e dois de junho. Mais um filme de Marvel que gera expectativas, principalmente pelo personagem pouco conhecido por aqui.
Para fechar a parte três do especial, vamos falar de mais um filme brasileiro. Somos Tão Jovens conta como Renato Manfredini Júnior se tornou o maior mito da música brasileira, o inconfundível e insubstituível Renato Russo. O filme conta a emocionante e desafiadora história do vocalista da Legião Urbana. Espero que o filme esteja à altura do cantor, que se for pensar bem, está em uma altura insuperável. O filme chega às telas dia vinte de julho.
Confira abaixo as datas de lançamento dos filmes citados acima:
W.E.- O Romance do Século- 09/03/2012
Anderson Silva: Como Água- 16/03/2012
Raul Seixas- O Início, O Fim e O Meio- 23/03/2012
Sete Dias com Marilyn- 23/03/2012
Madagascar 3: Os Procurados- 07/06/2012
Deadpool- 22/06/2012
Somos Tão Jovens- 20/07/2012.
domingo, 4 de março de 2012
Vencedores Oscar 2012
Em noite do filme mudo O Artista, Meryl Streep se consagra com o seu terceiro Oscar, George Clooney decepciona e A Invenção de Hugo Cabret domina nos termos técnicos.
![]() |
| O Artista levou o prêmio de Melhor Filme. |
Semana passada, no dia 26, foram anunciados os ganhadores do Oscar 2012. Destaque para o filme O Artista, que levou cinco estatuetas, assim como A Invenção de Hugo Cabret. Meryl Streep, recordista de indicações ao prêmio mais cobiçado do cinema, bateu Viola Deivis e garantiu o seu terceiro Oscar na carreira (já tinha ganho em 1980 e em 1982). A Árvore da Vida decepcionou e não conseguiu levar o prêmio de melhor fotografia, que foi conquistado pelo filme de Martin Scorsese, A Invenção de Hugo Cabret. O Oscar de Melhor Edição foi para Os Homens que Não Amavam as Mulheres. A melhor animação foi para o filme Rango, e, o tão esperado prêmio de melhor canção não veio para o Brasil. A canção "Real in Rio" acabou perdendo para "Man or Muppet", do filme Os Muppets. Veja abaixo a relação dos vencedores dos prêmios:
Fotografia “A invenção de Hugo Cabret”
Direção de arte
“A invenção de Hugo Cabret”
Figurino
“O artista”
Maquiagem
Mark Coulier e J. Roy Helland, “A Dama de Ferro”
Melhor filme de língua estrangeira
“A separação”, Irã
Atriz coadjuvante
Octavia Spencer, “Histórias cruzadas”
Edição (ou Montagem)
Kirk Baxter e Angus Wall, “Os homens que não amavam as mulheres”
Edição de som
“A invenção de Hugo Cabret”
Mixagem de som
“A invenção de Hugo Cabret”
Documentário
“Undefeated”
Melhor filme de animação
“Rango”
Efeitos visuais
“A invenção de Hugo Cabret”
Ator coadjuvante
Christopher Plummer, “Toda forma de amor”
Trilha sonora original
Ludovic Bource, “O artista”
Canção original
"Man or Muppet" de “Os Muppets”, Bret McKenzie
Melhor roteiro original
Woody Allen, “Meia-noite em Paris”
Melhor roteiro adaptado
Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash, “Os descendentes”
Curta-metragem
“The Shore”
Curta-metragem documentário
“Saving Face”
Curta-metragem de animação
“The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore”
Melhor diretor
Michel Hazanivicus, “O artista”
Melhor ator
Jean Dujardin, “O artista”
Melhor atriz
Meryl Streep, “A Dama de Ferro”
Melhor filme
“O artista”
Bom, agora é esperar o ano que vem, que, espero eu, tenha filmes mais competitivos do que esse ano.
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