quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

E o Oscar vai para...

Ocorreu dia 24 o Oscar 2013. Para uns, deu a lógica, para outros, tivemos surpresas. Melhor filme, deu "Argo". É, amigo, o filme de Ben Affleck levou, e mesmo assim, o diretor não foi nem indicado ao prêmio de melhor diretor- que ficou com Ang Lee (surpresa, para mim) por "As Aventuras de Pi". Daniel Day Lewis conseguiu o Oscar de melhor ator por ter interpretado Lincoln. Jennifer Lawrence levou melhor atriz por ter feito "O Lado Bom da Vida", na categoria que achei que foi a mais injusta da noite, sendo que Jessica Chastain e Emmanuelle Riva estiveram melhor. Ator coadjuvante deu Christopher Waltz, por "Django Unchained", filme que deu para Quentin Tarantino o prêmio de melhor roteiro. Confira os vencedores da noite:

 
Melhor FilmeArgo

Melhor Diretor
Ang Lee, por As Aventuras de Pi

Melhor Ator
Daniel Day-Lewis, por Lincoln

Melhor Atriz
Jennifer Lawrence, por O Lado Bom da Vida

Melhor Ator Coadjuvante
Christoph Waltz, por Django Livre

Melhor Atriz Coadjuvante
Anne Hathaway, por Os Miseráveis

Melhor Filme em Língua Estrangeira
Amor (Áustria)

Melhor Filme em Animação
Valente

Melhor Documentário (longa-metragem)
Searching for Sugar Man

Melhor Roteiro Adaptado
Argo

Melhor Roteiro Original
Django Livre

Melhor Fotografia
As Aventuras de Pi

Melhor Direção de Arte
Lincoln

Melhor Figurino
Anna Karenina

Melhor Maquiagem
Os Miseráveis

Melhor Montagem
Argo

Melhor Edição de Som
007 - Operação Skyfall e A Hora Mais Escura

Melhor Mixagem de Som
Os Miseráveis

Melhores Efeitos Visuais
As Aventuras de Pi

Melhor Trilha Sonora Original
As Aventuras de Pi

Melhor Canção Original
Skyfall, de 007- Operação Skyfall

Melhor Documentário (curta-metragem)
Inocente

Melhor Curta-Metragem
Curfew

Melhor Curta-Metragem de Animação
Paperman

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Música do dia: Perfeição (Legião Urbana)

Hoje, decidi colocar algo brasileiro por aqui. E pra isso, nada melhor que Legião Urbana. "Perfeição"é uma música que foi considereda uma crítica enorme a situação do país. A composição é uma das minhas preferidas da banda e foi lançada no álbum "O Descobrimento do Brasil". Com vocês, Legião!

                                

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Música do dia

Olá, leitores. Estou aqui para contar pra vocês que temos novidade no blog. Toda segunda-feira e toda sexta-feira, vou postar aqui via youtube uma música que gosto, para agradar o público músical, também. Talvez faça um comentário, talvez não. Gostaria que vocês escrevessem algo, dizendo se gostam ou não da música que escolhi. Pra hoje, resolvi fazer uma homenagem a minha banda preferida, o Nirvana. A música que a maioria de vocês já conhece (pretendo explorar mais o underground, mas como hoje é a primeira) foi o "trampolim" da banda. Principal single do CD Nevermind, Smells Like Teen Spirit é conhecida até hoje por ser a música mais famosa do Nirvana. E faz muito sucesso até agora. Vamos conferir:

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Encontros e Desencontros

"Uma cineasta querendo contar uma história e dois atores dando vida aos personagens." Pena que a história é lenta, mas sorte que cumpre o seu papel.

DIREÇÃO: Sofia Coppola.
ROTEIRO: Sofia Coppola.
ELENCO: Bill Murray, Scarlet Johansson.
PRODUÇÃO: Sofia Coppola, Ross Katz.
DURAÇÃO: 102 min.
ANO: 2003.
PAÍS: EUA/Japão.
GÊNERO: Drama.

 Sofia Coppola (como diretora) Bill Murray e Scarlett Johansson (como atores) fizeram, em 2003 "Encontros e Desencontros". A história é simples. Bob Harris (Murray) é um ator em decadência que vai para Tóquio participar de uma campanha publicitária. Na cidade japonesa, Harris encontra Charlotte (Johansson), que é uma jovem que está depressiva e não sabe o que quer da vida. Com a solidão, ambos acabam se conhecendo melhor e começam uma amizade que pode durar poucos dias.

Uma das coisas que me deixou decepcionado com a produção foi o desenrolar da trama. Apesar de estarem em Tóquio (leia-se: luzes na cara e movimento toda hora), a história de Harris e Charlotte assume um tom que chega a dar sono em alguns momentos. Característica do filme ou não, é um dos únicos defeitos que vi no longa.

Tanto Murray quanto Scarlett acabam se destacando muito, pois a história se centra em seus personagens e Coppola acaba dando liberdade para que eles possam mostrar os sentimentos dos protagonistas. Murray já era conhecido do público nessa época e esse filme foi a consolidação de Johansson no mercado de Hollywood.

Gostaria de dedicar um parágrafo também para os personagens. Ambos complexos e com coisas que sentimos no cotidiano, Bob Harris e Charlotte acabam conseguindo nosso carisma logo no início da trama, que ainda conta com boas pinceladas de comédia. Harris está em decadência após fazer muito sucesso nas telonas nos filmes da década de 70, e Charlotte está totalmente perdida e não consegue arrumar um rumo para sua vida. Um decadente e uma depressiva muito bem construídos no belo roteiro de Sofia.
Murray e Johansson estão ótimos nos papéis.
A filha de Francis Ford, aliás, mostra talento no seu segundo filme, e chegou a concorrer em inúmeras categorias do Oscar. Com uma direção simples, mas muito competente, ela consegue nos passar de maneira leve e doce o que quer. Juntamente com uma boa edição, temos uma obra que realmente mereceu o destaque que ganhou.

O roteiro mostra que o cinema atual só precisa se atentar a contar histórias e pode ser comparado a “Pequena Miss Sunshine" de Michael Arndt e a "Juno", de Diablo Cody, por sua simplicidade (todos os citados, inclusive este de Sofia Coppola, ganharam o Oscar na categoria Roteiro Original). Sem grandes extravagâncias, mas com muita qualidade e criatividade.

Trilha muito legal também. Podemos deleitar de vários sucessos como na cena em que Bob e Charlotte estão cantando com os amigos. No fim, podemos dizer que a história é magnífica, apesar de parada em alguns momentos. Atuações seguras e roteiro muito bom, que rendem a "Encontros e Desencontros" o cumprimento de seu papel. Ser um dos melhores filmes de baixo orçamento já feitos.

Trailer do filme.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Bastardos Inglórios

DIREÇÃO: Quentin Tarantino.
ROTEIRO: Quentin Tarantino.
ELENCO: Brad Pitt, Chrisopher Waltz, Mélanie Laurent, Eli Roth.
PRODUÇÃO: Lawrence Bender.
DURAÇÃO: 153 min.
ANO: 2009.
PAÍS: EUA/Alemanha.
GÊNERO: Ação.






Quentin Tarantino começou a produção desse filme em 1998, mas devido um confronto criativo e por causa disso não conseguiu terminar o roteiro. Porém, após se empenhar para terminar o que havia começado, ele começou a filmar em 2008 essa verdadeira obra-prima.

                                  

A trama de Bastardos Inglórios se passa na Segunda Guerra, ótima fonte para quem quer fazer uma bela história (O Pianista, Desejo e Reparação e inúmeros outros filmes são um belo exemplo). Shosanna Deyfrus vê o assassinato de sua família por um oficial alemão, Hans Landa (Christopher Waltz, impecável), que ganhou o apelido de "Caçador de Judeus" por sua qualidade em encontrar o povo que foi massacrado. Enquanto isso ocorre, nos EUA, Aldo Raine (Brad Pitt, em sua melhor forma) junta um pequeno grupo de soldados para ir à Alemanha executar todos os nazistas que puderem. "Os Bastardos", alcunha do grupo de Aldo, se juntam com a atriz Bridget Von Hammersmark em uma operação para acabar com o governo de Hitler. E é aí que os destinos de judia Shosanna e dos Bastardos se cruzam.

Tarantino é uma enciclopédia cinematográfica. Acho que é o cara que melhor consegue colocar nas telonas todo seu aprendizado vindo de filmes passados (que vão desde filmes de máfias italianos a filmes de westerns norte-americanos ou a filmes de samurais japoneses). Já havia feito isso com muito sucesso em Kill Bill e repetiu no filme em questão. Mostra que além de ótimo diretor, é um amante da sétima arte.

O elenco está todo magnífico. Todos, todos os atores mesmo mostram uma desenvoltura impressionante. Porém, devo destacar o trabalho de Brad Pitt, como Aldo, "o Apache", o de Mélanie Laurent, como Shosanna, e o de Christopher Waltz, como Hans Landa. O último, inclusive, ganhou o Oscar de melhor ator coadjuvante.

O roteiro é muito bom. Quentin Tarantino é um dos melhores roteiristas que temos hoje. A questão de ele "meter a mão na história da Segunda Guerra" não afeta em nada o filme. Aliás, é compreensível e posso até dizer que é um ponto importante na história. E sabemos que ele gosta de fazer esse tipo de coisa, fez em "Django Livre" recentemente. A introdução que vemos no filme, o diálogo de Landa com o produtor de leite, que dura quase meia-hora, é simplesmente de deixar o queixo cair. Isso é uma escola tarantinesca, que podemos ver em vários filmes. Seus personagens com vontade de falar e seus diálogos interessantes. Em Kill Bill- Volume II, nas últimas cenas Bill tem uma longa conversa com a Noiva. Belo diálogo, mas uma parte me chamou atenção. Bill conta a sua interlocutora o motivo de seu personagem preferido nas HQs ser o Super-Man. Em Bastardos Inglórios, Landa conta ao fazendeiro o motivo- ou a falta dele- porque os alemães odeiam os judeus, fazendo um discurso usando como exemplos ratos e esquilos. É maravilhoso. Essa veia artística de Tarantino é ótima e fica exposta em cenas como essa. É esse o tipo de pensamento que faz dele um diretor de qualidade incontestável.

Mélanie Laurent mostra muita qualidade na atuação.
 
Termino falando dessa grande produção dizendo o que Aldo fala após fazer uma suástica na testa de um inimigo (fala que creio que Tarantino pôs no filme porque traduz o pensamento dele em relação ao longa): Acho que essa é a minha maior obra-prima".
 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

J.J. Abrams será o diretor de Star Wars Episódio VII

No final no ano passado, saiu a informação de que a Disney havia comprado a Lucas Arts. Ok, todos sabem, e a mega-empresa disse que transformaria mais ideias de Star Wars pro cinema. Desde lá, temos inúmeras especulações sobre quem seria o diretor dessa nova etapa da tão famosa saga. Circularem vários nomes, como Guillermo del Toro, David Fincher e inúmeros outros bons cineastas estiveram no quase pra assumir esse posto cobiçado.

Porém, foi anunciado ontem (24), que Abrams será o diretor do novo episódio. Sim, meus caros, o mesmo J.J. Abrams, de Lost, de Star Trek e várias outras referências de hoje. O mesmo Abrams que disse ter sido convidado para dirigir a série, porém, recusou pois ia ser fiel a Star Trek. Bem, parece que o discurso mudou, e ele agora vai dirigir o maior projeto em andamento no cinema atual. Que responsa, J.J.

 Particularmente, gosto do trabalho dele. Não é um gênio, mas representa muito para cultura nerd. Creio que possa sim fazer um grande trabalho, até porque confio no roteirista da nova série, Michael Arndt, que escreveu o roteiro de Toy Story 3 e Pequena Miss Sunshine. Mas ele pode falhar. Meu sentimento em relação a tudo isso é um misto de empolgação com apreensão. Abrams há se mostou um cara que tem tino pra coisa, como em Super 8 (2011), mas já demonstrou que pode perder a mão, como na série Lost. Quanto a ele ter dirigido Star Trek (no qual creio que ele tenha feito um trabalho não mais que competente, mas preciso ver o que vai sair agora) e isso causar estranhamentos entre fãs das duas sagas, acho que é bobagem. Não me importo com isso, e acho que ninguém leva realmente a sério essa ideia. E vocês, o que acharam da escolha da Disney? Vote na enquete!

Nas suas mãos, Abrams.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

DIREÇÃO: Peter Jackson.
ROTEIRO: Peter Jackson, Fran Walsh, Philippa Boyens, Guillermo del Toro.
ELENCO: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, James Nesbitt, Adam Brown, Aidan Turner, Dean O'Gorman, Graham McTavish, John Callen, Stephen Hunter, Mark Hadlow, Manu Bennett, Peter Hambleton, Ken Stott, Jed Brophy, William Kircher, Jeffrey Thomas, Mike Mizrahi, Cate Blanchett, Hugo Weaving, Elijah Wood, Andy Serkis, Sylvester McCoy, Lee Pace, Bret McKenzie, Barry Humphries, Benedict Cumberbatch.
PRODUÇÃO: Peter Jackson, Fran Walsh, Carolynne Cunningham.
DURAÇÃO: 169 min.
ANO: 2012
PAÍS: Nova Zelândia, EUA.
GÊNERO: Fantasia.

Cartaz do filme.


Bom, o que podemos dizer de um filme como O Hobbit? Existem inúmeras opiniões para essa obra de Peter Jackson, que faz com que o diretor retorne à Terra-Média, que já o consagrou na trilogia O Senhor dos Anéis. Vamos ver minha opinião sobre o filme.

O filme chegou cercado de expectativas. Após o sucesso d'O Senhor dos Anéis, todos esperavam uma obra tão boa quanto. Mas o filme foi cercado de grandes percalços. Inúmeros atrasos na produção, a demissão de Guillermo del Toro e por aí vai. Além disso, criou-se toda uma espera pelo filme ser apresentado em 48 fps, diferentemente dos 24 fps tradicionais. Ok, todo mundo já deve ter lido isso.

A história se passa 60 anos antes da Sociedade do Anel. Os anões assistem ao dragão Smaug tomar sua tão querida cidade. Sem ajuda, principalmente sem ajuda dos elfos, esse povo vê toda sua honra desmoronar. Se exilam em partes diferentes da Terra-Média, esperando que um dia possam retomar sua cidade. Porém, doze anões, liderados por Thorin Escudo-de-Carvalho (Richard Armitage), herdeiro do trono de Erebor, decidem fazer uma comitiva que busca a glória novamente. O mago Gandalf (Ian McKellen) decide ajudar e ainda indica um curioso ser, um hobbit, chamado Bilbo Bolseiro (Martin Freeman, espetacular). Apesar de relutar no início, Bilbo decide apoiar a união e sai em uma aventura para retomar Erebor.

Falar do visual do filme é chover no molhado. Assim como O Senhor dos Anéis, temos aqui uma direção de arte completa e que nos leva a viajar por esse maravilhoso mundo criado por J.R.R. Tolkien. As lutas entre anões e Orcs também estão maravilhosas. E quanto a Gollum, bom, a computação gráfica dá mais um show e faz desse personagem uma obra-prima.

A grande questão foi a decisão de Peter Jackson em transformar O Hobbit, publicado em 1937, um livro curto de 300 páginas, em três longas, sendo que o primeiro tem quase 3 horas de duração. Muitos o chamam de mercenário, que está extendendo o inextentivel, e blá. Ao meu ver, quanto mais pudermos nos aprofundar nesse mundo excepcional, melhor. Torço pra que um dia saia uma boa obra baseada n'O Silmarillion. Lógico, se Jackson fizesse três filmes apenas por dinheiro, eu seria contra. Não sei a real intenção dele. Mas o que vi na tela, foi uma exploração muito, mas muito bem feita. Uma riqueza de detalhes que nada tem a ver com um filme que tenta encher linguiça.

Muito também se falou de o filme ser cansativo. O Senhor dos Anéis está no hall dos meus filmes preferidos, mas confesso, que pode parecer cansativo. O Hobbit, na sua primeira meia hora ou até nos seus primeiros quarenta minutos, é cansativo pra caramba. É um tal de anão cantando, anão jogando louça pra cá, pra lá, que é duro de aguentar. Mas depois disso, colega, o filme passa em um piscar de olhos. É realmente um filme de aventura, muito menos maduro e adulto do que a primeira trilogia baseada nos livros de Tolkien feita para o cinema. Há muito mais comédia no filme. E temos que entender isso, pois o escritor sul-africano escreveu esse livro para crianças, e fim. Trolls falam, há um mago todo curioso chamado Radagast e o próprio Saruman solta uma piadinha. Mas, observando que serão duas trilogias distintas, e que O Hobbit é uma aventura das boas, podemos aceitar tudo isso e apreciarmos o filme.

As atuações estão ótimas. Martin Freeman, na minha opinião, deveria ser indicado ao Oscar. Cate Blanchett está soberba como Galadriel. Ian McKellen dispensa comentários, e os anões dão conta do recado. Pesando na balança, teremos muitos prós e uma quantidade quase nula de contras. Ótimo filme, por sua arte, por seu elenco, roteiro e direção impecáveis. E também, por que estamos falando de um filme baseado em um dos maiores escritores da história, o grandioso J.R.R. Tolkien.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Consipiração Americana

McAvoy mostra talento em sua interpretação.
DIREÇÃO: Robert Redford.
ROTEIRO: James Solomon.
ELENCO: James McAvoy, Robin Wright, Toby Kebbell.
PRODUÇÃO: Brian Peter Falk, Bill Holderman, Greg Shapiro, Robert Redford, Robert Stone, Webster Stone.
DURAÇÃO: 122 min.
ANO: 2010
PAÍS: EUA.
GÊNERO: Drama.
Frederick Aiken foi um herói da Guerra da Secessão. Agora que a batalha acabou, sua vida volta ao normal, com ele exercendo o direito de advogado. Porém, um acontecimento pouco ilustre ocorre: o presidente Abraham Lincoln acaba sendo assassinado. E Aiken acaba se vendo tendo de defender a mãe de um dos conspiradores, e o faz mesmo que não queira. O que se segue é uma trama cheia de descobertas típicas de um filme de suspense e tribunais, e se Frederick quiser ver sua cliente livre, vai ter que entregar o conspirados, no caso, o filho da mulher, que faz de tudo para proteger sua cria.

O filme tem uma direção (de Robert Redford) competente. Nada de absurdo, mas nada que comprometa o longa de quase duas horas de duração. A edição também se mostra regular. Os pontos mais fortes são o roteiro, assinado por James Solomon e os diálogos nele contido. Principalmente as cenas passadas no júri, em que o personagem principal tem que se dobrar para defender a cliente.

Um ponto forte a parte é a atuação de James McAvoy, que é um dos meus atores prediletos atualmente. Passa toda a emoção e os dilemas que assolam a vida de Aiken, pois, se de um lado ele defendeu os ideais de seu povo- e de seu presidente- na guerra, do outro ele, como advogado, tem que lutar para ver livre uma das suspeitas a assassinar o presidente que ele defendera outrora.

Vale ressaltar também que a civil está sendo julgada de maneira injusta por uma corte militar. E, que aos poucos, Frederick vai mostrando que ela pouca culpa tem no caso. Mesmo assim, no calor do momento, os militares tem de entregar algo para acalmar o povo, que viu seu principal líder ser assassinado, e, como é mais que sabido, os Estados Unidos tem muito amor pelas suas coisas. Se encontrar um dos reais culpados era impossível, o júri se enxerga na obrigação de prender pelo menos a mãe de um deles, e acusar ela de conspiração. Esse é o ponto chave do filme. Mostrar que, quando os chefões estão no jogo (no filme, o vice-presidente anula uma ordem de habeas corpus onde Mary Surratt antes de sua sentença) pouco se pode fazer, e mostra que a eles são desonestos e pensam apenas no próprio bem.

No geral, é um bom filme, forte pela atuação de McAvoy, e dos diálogos muito interessantes, crédito de James Solomon. Como já disse, a direção é competente e não compromete. E é bom nos mostrar que as falcatruas ocorrem. Desde o tempo de Lincoln...

                              

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Vencedores do Globo de Ouro 2013

Foram anunciados os vencedores da famosa "prévia do Oscar", o Globo de Ouro 2013. O prêmio é dado para os destaques da televisão e do cinema. Bom, a surpresa foi Ben Affleck levando o globo de melhor diretor, desbancando Spielberg, indicado por "Lincoln" e Ang Lee, que recebeu indicação pela sua obra "As Aventuras de Pi". Já como melhor ator de drama, Daniel Day-Lewis levou, por interpretar o ex-presidente dos Estados Unidos. Já Hugh Jackman levou por sua exibição em "Os Miseráveis", na categoria melhor ator de comédia/musical. Quem conseguiu o prêmio de melhor atriz foi Jessica Chastain, pelo filme "A Hora mais Escura". Além de tudo isso, Jodie Foster ganhou um globo (mais que merecido) pelo conjunto da obra. Confira os ganhadores:

Melhor ator coadjuvanteChristoph Waltz - Django Livre

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou telefilme
Maggie Smith - Downton Abbey

Melhor atriz em uma minissérie ou telefilme
Julianne Moore - Game Change

Melhor minissérie ou telefilme
Game Change

Melhor trilha sonora original
Mychael Danna -As Aventuras de Pi

Melhor canção original
"Skyfall" - 007 - Operação Skyfall

Melhor série (drama)
Homeland

Melhor ator em série dramática
Damian Lewis - Homeland

Melhor atriz (musical / comédia)
Jennifer Lawrence - O Lado Bom da Vida

Melhor ator em uma minissérie ou telefilme
Kevin Costner - Hatfields & McCoys

Melhor roteiro
Quentin Tarantino - Django Livre

Melhor ator em série musical ou de humor
Don Cheadle - House of Lies

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou telefilme
Ed Harris - Game Change

Melhor filme em lingua estrangeira
Amour (Áustria)

Melhor longa animado
Valente

Melhor atriz em série dramática
Claire Danes - Homeland

Melhor filme (musical / comédia)
Os Miseráveis

Melhor ator (musical / comédia)
Hugh Jackman - Os Miseráveis

Melhor atriz coadjuvante
Anne Hathaway - Os Miseráveis

Melhor diretor
Ben Affleck - Argo

Melhor série (comédia / musical)
Girls

Melhor atriz em série musical ou de humor
Lena Dunham - Girls

Melhor atriz (drama)
Jessica Chastain -A Hora Mais Escura

Melhor ator (drama)
Daniel Day-Lewis - Lincoln

Melhor filme (drama)
Argo

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Indicados Oscar 2013

Saiu hoje a lista de indicados ao prêmio máximo do cinema, o Oscar. Inúmeras boas produções foram lembradas, como "Argo" e "Lincoln" para melhor filme, e "O Hobbit: Uma Jornada Inesperada" e "As Aventuras de Pi" na categoria de efeitos visuais. Para melhor ator, destaque para Daniel Day-Lewis e Hugh Jackman, além de Denzel Washington, indicado pelo filme "O Voo". Já na categoria feminina, destaque para Naomi Watts e a jovem Jennifer Lawrence, favoritas ao prêmio de melhor atriz. Confira os indicados da Acadêmia:

Melhor filme

Argo
Django Livre
As Aventuras de Pi
Lincoln
A Hora Mais Escura
Os Miseráveis
O Lado Bom da Vida
Indomável Sonhadora
Amor

Melhor ator

Daniel Day-Lewis – Lincoln
Joaquin Phoenix – O Mestre
Denzel Washington – O Voo
Bradley Cooper – O Lado Bom da Vida
Hugh Jackman – Os Miseráveis

Melhor atriz
Jessica Chastain -A Hora Mais Escura
Naomi Watts – O Impossível
Jennifer Lawrence – O Lado Bom da Vida
Emmanuellle Riva -Amor
Quvenzhané Wallis – Indomável Sonhadora

Melhor ator coadjuvante
Alan Arkin – Argo
Philip Seymour Hoffman – O Mestre
Tommy Lee Jones – Lincoln
Christoph Waltz – Django Livre
Robert De Niro – O Lado Bom da Vida

Melhor atriz coadjuvante
Amy Adams – O Mestre
Sally Field – Lincoln
Anne Hathaway – Os Miseráveis
Helen Hunt – As Sessões
Jacki Weaver – O Lado Bom da Vida

Melhor diretor
Ang Lee – As Aventuras de Pi
Steven Spielberg – Lincoln
Michael Haneke – Amor
David O. Russell – O Lado Bom da Vida
Benh Zeitlin – Indomável Sonhadora

Melhor roteiro
Mark Boal – A Hora Mais Escura
Quentin Tarantino – Django Livre
Michael Haneke – Amor
Wes Anderson, Roman Coppola – Moonrise Kingdon
John Gatins – O Voo

Melhor roteiro adaptado
Chris Terrio – Argo
Lucy Alibar, Benh Zeitlin – Indomável Sonhadora
David Magee – As Aventuras de Pi
Tony Kushner – Lincoln
David O. Russell – O Lado Bom da Vida

Melhor filme em lingua estrangeira
Amor (Áustria)
A Royal Affair (Dinamarca)
Kon-Tiki (Noruega, Reino Unido, Dinamarca)
No(Chile)
War Witch (Canadá)

Melhor longa animado
Valente
Frankenweenie
Detona Ralph
ParaNorman
Piratas Pirados!

Melhor trilha sonora original
Dario Marianelli – Anna Karenina
Alexandre Desplat – Argo
Mychael Danna – As Aventuras de Pi
John Williams – Lincoln
Thomas Newman – 007 – Operação Skyfall

Melhor canção original
“Before My Time” – Chasing Ice
“Everybody Needs A Best Friend” – Ted
“Pi’s Lullaby” – As Aventuras de Pi
“Skyfall”- 007 – Operação Skyfall
“Suddenly” – Os Miseráveis

Melhores efeitos visuais
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
As Aventuras de Pi
Os Vingadores
Prometheus
Branca de Neve e o Caçador

Melhor maquiagem
Hitchcock
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
Os Miseráveis

Melhor fotografia
Anna Karenina
Django Livre
As Aventuras de Pi
Lincoln
007 – Operação Skyfall

Melhor figurino
Anna Karenina
Os Miseráveis
Lincoln
Espelho, Espelho Meu
Branca de Neve e o Caçador

Melhor direção de arte
Anna Karenina
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
Os Miseráveis
As Aventuras de Pi
Lincoln

Melhor documentário
5 Broken Cameras
The Gatekeepers
How to Survive a Plague
The Invisible War
Searching for Sugar Man

Melhor documentário de curta-metragem
Inocente
Kings Point
Mondays at Racine
Open Heart
Redemption

Melhor montagem
Argo
As Aventuras de Pi
Lincoln
O Lado Bom da Vida
A Hora Mais Escura

Melhor curta
Asad
Buzkashi Boys
Curfew
Death of a Shadow (Dood van een Schaduw)
Henry

Melhor curta animado
Adam and Dog
Fresh Guacamole
Head over Heels
Maggie Simpson in “The Longest Daycare”
Paperman

Melhor edição de som
Argo
Django Livre
As Aventuras de Pi
007 – Operação Skyfall
A Hora Mais Escura

Melhor mixagem de som
Argo
Os Miseráveis
As Aventuras de Pi
Lincoln
007 – Operação Skyfall

sábado, 5 de janeiro de 2013

Trailer de "Ginger and Rosa."

Primeiramente, desejo um ótimo 2013 pra todo mundo. E peço desculpas pelo tempo ausente. Enfim, vamos ao que interessa. Há um filme feito em 2012, que me parece coisa da boa. Estrelado por Elle Fanning (Super 8) e por Alessandro Nivola (Gol!), o filme de Sally Potter conta a história de Ginger (Fanning) e Rosa (Alice Englert), que passam suas adolescências na tensão da Guerra Fria. Em meio a descobertas pessoais por causa da idade, elas se envolvem com o Ban the Bomb, movimento contra a produção nuclear.

 
O filme entra nos cinemas dos EUA no dia 15 de março. Não há previsão de chegada por aqui. Mas vale torcer e acompanhar. Existem boatos de que Fanning vai concorrer a prêmios importantes por sua interpretação. Ela inclusive esteve no dia 21 do mês passado promovendo o filme no famoso talk-show norte-americano The Tonight Show With Jay Leno. Confiram acima, mesmo que sem legendas.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Um Beijo Roubado

TÍTULO: My Blueberry Nights (Um Beijo Roubado), EUA,
ELENCO: Norah Jones, Jude Law, Rachel Weisz, David Strathairn, Natalie Portman.
DIREÇÃO: Wong Kar Wai.
ROTEIRO: Wong Kar Wai e Lawrence Block.
GÊNERO: Romance.

Um roteiro apaixonante. Assim pode-se definir o filme Um Beijo Roubado. Um filme de romance que deveria ser usado como exemplo para outros longas do gênero, conquista o expectador com sua narrativa tocante e consegue se firmar na galeria de um dos filmes de amor mais belos dos últimos anos.
Elizabeth (Norah Jones), uma jovem de coração partido, encontra no charmoso dono de um café, mais conhecido com Jeremy, (Jude Law) um companheiro com quem tem conversas que perduram por noites e noites. Tentando buscar e descobrir uma nova essência para si mesma, além de experimentar uma nova forma de vida, a jovem sai em viagens pelos Estados Unidos. Como se pode esperar de um bom viajante, Elizabeth conhece novas histórias, dentre elas, o decadente caso de amor entre Arnie e Sue Lynne(Rachel Weisz). Também em meio as suas aventuras, ela conhece uma extrovertida jogadora de cartas, brilhantemente interpreta pela atriz Natalie Portman.
Eis que temos a incrível história de amor, a principal linha do roteiro, que, não canso de repetir, é arrebatador principalmente para casais apaixonados e para quem sempre torce pelo triunfo sentimentalista no final. Gostei da produção principalmente pela auto-afirmação que a personagem da cantora Norah Jones busca após uma decepção amorosa. Ela tenta aprender, ver coisas novas, experimentar, fazendo assim , do grande objetivo da vida uma realidade, na qual, por meio de viagens pelos Estados Unidos, consegue compreender um pouco mais sobre si mesma.
Jude Law também está incrível. Ele faz um papel de um jovem que viu todos os seus sonhos serem apagados e irem embora, assim como um pôr-do-sol, que após reluzir brilhantemente, tem seu brilho apagado pelas incertezas da vida. Agora, dono de um café, ele leva a vida se divertindo com as coisas cotidianas.
E o que falar de Natalie Portman? A atriz é, sem sombra de dúvidas, uma das melhores artistas atuais. Já era assim em 2005, quando fez, junto de Ewan McGregor- também outro grande ator- o último episódio de uma das melhores sagas e de um dos maiores fenômenos que o cinema já viu, chamado Star Wars. Assim também foi em Closer- Perto Demais, onde interpretou magistralmente e faturou a estatueta do Oscar de melhor atriz coadjuvante. Oscar que levou também por ter dado vida a bailarina Nina, no filme Cisne Negro, de 2010, acredito eu, que na melhor atuação da atriz. Portman mostra de forma intensa a vida da jogadora de cartas chamada Leslie. Personagem muito bem construída pelo roteirista Wong Kar-Wai.
Um Beijo Roubado está longe de ser um romance “água com açúcar”. É um filme da busca pela identidade, que, sendo assim, nos apresenta inúmeras formas de sentimentos, desde a amizade entre Jeremy e Beth, desde o machucado Arnie (David Strathairn) que não consegue de modo algum superar o caso de amor mal terminado entre ele e sua ex-mulher Sue Lynne (Rachel Weisz). Isso sem contar a solidão do próprio par de protagonistas, que, provavelmente, é o principal fator para o sentimento de amizade e atração entre ambos os personagens. É bacana, que, apesar desse universo repleto de elementos distintos, o filme não é na sua totalidade, uma obra depressiva, e sim, um longa animador, que nos faz enxergar nossas relações (não apenas de casais) com os próximos de modo diferenciado.
No aspecto técnico, o filme contém uma trilha sonora ótima, uma fotografia agradável e nos lembra os filmes de road movies no decorrer da viagem entre as personagens Elizabeth e Leslie, que são de grande importância na história, fazendo com que as personagens se descubram e nos deixem descobri-las. O chinês Wong Kar-Wai nos mostra mais um belo trabalho, sendo este o primeiro filme em inglês do diretor que mora em Hong-Kong.
Então, em 2007, esse sem dúvidas, é um dos melhores filmes. Não nos arranca lágrimas, porém não é esse seu objetivo. Nos arranca reflexões sobre os sentimentos dos personagens, que estão a nossa flor da pele durante o cotidiano, deixando assim, o filme mais charmoso, e logicamente, mais belo.
 

Jude Law é o maior destaque do filme.

domingo, 8 de julho de 2012

O Espetacular Homem-Aranha


O reboot do Homem-Aranha chegou sexta nos cinemas. O longa ignora a história que se passou nos três primeiros filmes, reescrevendo a história do personagem.

Peter Parker (Andrew Garfield) é um aluno do último ano do ensino-médio rejeitado por seus colegas e com um passado muito misterioso, do qual nem ele sabe ao certo respostas. O garoto é picado por uma aranha em um laboratório das empresas Oscorp e acaba ganhando super-poderes. Após isso, o jovem tem que conciliar sua paixão por Gwen Stacy (Emma Stone), a vida com seus tios, Ben (Martin Sheen) e May (Sally Field) e uma vida de vigilante, na qual ele combate o crime.

Passando um verdadeiro corretivo nos filmes de Sam Raimi, a produção de O Espetacular Homem-Aranha mostra que esteve e está disposta a adaptar o herói a atual geração. Para mostrar isso podemos usar o exemplo do Peter Parker do filme: lentes de contato, andando de skate, encarando valentões. O diretor Marc Webb, filmando uma produção totalmente nova para ele, dá conta do recado e deixar rolar cenas em que podemos enxergar o conflito psicológico de Parker. O personagem deixa de ser um adolescente abobalhado e passa a ser um sujeito autônomo, apesar de ainda ser desajeitado e tímido.

Muita gente torceu o nariz quando soube que os filmes de Sam Raimi, diretor da trilogia original, seriam esquecidos. É um pensamento compreensível. Os três primeiros filmes foram rodados de 2002 a 2007, e ainda estão muito frescos na nossa memória. Uma justificativa para a mudança de direção foi o fraco Homem Aranha 3, que até arrecadou muito nas bilheterias, mas que não arrancou suspiros dos espectadores. O culpado por esse fracasso não foi Raimi, mas sim os produtores que quiseram dar muitos pitacos nos terceiro longa. Passado o erro, os executivos inovaram, esquecendo os ocorridos e colocando Mar Webb na direção e Andrew Garfield como o super-herói.

A escolha do elenco merece destaque. Garfield, que, apesar dos vinte e e oito anos nas costas ainda tem uma carinha de inocente foi maestral na interpretação. Emma Stone, do filme Histórias Cruzadas, arrebenta, dando a Gwen Stacy um tom de moça com personalidade forte. Martin Sheen segura muito bem o bom e sábio Tio Ben. Agora, Sally Field passa meio apagadinha.

Garfield é maestral na interpretação.


O roteiro é que parece ser meio remendado. Com vários clichês do primeiro filme, lançado em 2002- apesar de que Homem-Aranha é isso aí e não dá pra fugir muito- parece que o que estamos vendo é um remake, não um reboot-. E as coincidências também irritam um pouco. O vilão Dr. Connors era amigo do pai de Parker e é chefe da garota que estuda no mesmo colégio de Peter, garota aliás que é a musa do herói, e assim por diante. Umas coisas difíceis de aturar. Mas há pontos positivos, também. Eles são maiores e superam o que há de negativo. Os efeitos em 3-D são show de bola. A escolha de Lagarto como o vilão da trama também é um acerto. O humor também aparece e vai muito bem. Agora, o que é dá o tom nas duas horas de filme e o que vai dar o tom para futuras continuações, é a relação entre Peter Parker e Gwen Stacy. O menino desajeitado, que não sabe como pedir para sair com a garota mais bonita da escola... A química dos dois atores é muito boa. Muito se deve pelo fato de Webb saber dirigir essas cenas de intimidade. Curiosamente, Stone e Garfield são namorados fora das telonas.

O que se dá para tirar de conclusão é que sim, esse filme é superior do que todos os três anteriores. E, quando às luzes do cinema acendem, eu fiquei pilhadão pra assistir uma continuação. A já relatada química entre Parker e Stacy é muito boa e a promissa é de uma trilogia melhor, até porquê, esse filme é mais pé no chão e esse Homem-Aranha parece mais, na falta de palavras melhores, mais real.

A química desses dois é magnífica e é o ponto alto do filme.

domingo, 1 de julho de 2012

Os filmes mais esperados do ano- Parte 4


Aqui temos a penúltima parte do nosso especial. Muitos filmes já estrearam nesse ano de 2012. Mas ainda há uma boa safra esperando por nós. Falaremos de alguns filmes que devem ganhar muito dinheiro esse ano.

Essa parece ser a temporada dos heróis. Já tivemos nas telonas de cinemas pelo mundo Os Vingadores, que atingiu números inimagináveis nas bilheterias. No dia 06 de julho é a vez de outro personagem da Marvel entrar em ação. Ele é um dos super-heróis mais populares do planeta e seu nome é Homem-Aranha. Com um elenco que tem duas das maiores promessas de Hollywood para os próximos anos- Andrew Garfield (Não me Abandone Jamais) e Emma Stone (Histórias Cruzadas)- O Espetacular Homem-Aranha vem querendo apagar a péssima imagem deixada pelo último filme, Homem-Aranha 3, onde o protagonista ainda era Tobey Maguire, que não participa desse filme, juntamente com o antigo diretor, Sam Raimi, por complicações no script. O objetivo é contar a história de Peter Parker ainda no ensino-médio, explorando mais suas origens. Sem dúvida alguma, vale a pena conferir.

Um filme que muito me interessa é a adaptação literária da obra de Johann Wolfgang Goethe, Fausto, que deve aparecer nos cinemas dia 29 de junho. O filme é uma adaptação livre da tragédia que conta a história do Dr. Fausto, que, obcecado por conhecimento e poder, faz um pacto com o demônio Mefistófeles. O filme tem direção de Aleksandr Sokurov, e é russo.

Febre de Rato é uma expressão popular típica da cidade do Recife que designa alguém quando está fora de controle, alguém que está danado. E é assim que Zizo, um poeta inconformado e de atitude anarquista, chama um pequeno tablóide que ele publica as próprias custas. Vivendo em um mundo particular, Zizo se depara com Eneida, uma jovem de aproximadamente 18 anos, que instiga e promove a transformação do poeta. Essa é a sinopse do filme nacional Febre de Rato. Dirigido pelo brasileiro Claúdio Assis, deve ser conferido apenas por ser um filme brasileiro. Apesar de nossos filmes serem fracos, algumas produções estão alavancando nossas obras. Esperamos que essa seja mais uma.

O escandinavo Headhunters é um filme de suspense. Foi lançado em 2008 na Noruega. Só agora chega aqui. Esse negócio de cinema independente demorar pra chegar as telonas é algo que me irrita muito. Fazer cinema é difícil, se demora para chegar nos outros lugares do mundo, então... Mas enfim, o suspense norueguês tem umas mesclas de ação e muito me interessa. Chega dia 06 nos cinemas.

Produção de Ford Coppola, direção do brasuca Walter Salles, com a musa da saga Crepúsculo no elenco. É assim que pode-se anunciar Na Estrada, filme baseado no livro de Jack Kerouac, mentor da geração Beat, o ritmo do filme é ditado por sexo, drogas e jazz. Os protagonistas Sal Paradise (Sam Riley) e Dean Moriarty (Garrett Hedlund) cruzam os Estados Unidos da América, em busca da última fronteira do país, e, acima de tudo, procurando entender a si mesmo. Dia 13. Vamos estar lá.

Um documentário sobre o jamaicano Bob Marley chega para o público no dia 20 desse mês. Com o título Marley, o filme assume ares de documentário e musical. Deve ser bacana, até pelo legado deixado pelo cantor.

Bom pessoal, por hoje, basta. Até a próxima, comentem e divulguem o blog. O meu abraço e meu muito obrigado. Valeu!

domingo, 27 de maio de 2012

A Batalha do Apocalipse: Da Queda dos Anjos ao Crepúsculo do Mundo


TÍTULO: A Batalha do Apocalipse

AUTOR: Eduardo Spohr

ANO: 2010- em 2010 a história foi públicada em livro, pela editora Vênus, porém, foi publicado na internet pelo site Jovem Nerd em 2007

PÁGINAS: 586

A literatura brasileira é muito boa. Faz frente, tranquilamente, com países com um vasto passado no gênero literário. Estamos repletos de ótimos escritores. Machado de Assis e Carlos Drumond. Paulo Leminski e Monteiro Lobato. Mas os nossos escritores nunca, ou em escassas oportunidade, exploraram o tema fictício. Nenhum deles teve a vontade de fazer o que o sul-africano Tolkien fez. Explorar a fantasia, a ficção. Eis que surge Eduardo Spohr. Eis que surge A Batalha do Apocalipse.

Uma verdadeira promessa. Alguém com futuro e que pode nos orgulhar em um momento em que o povo brasileiro entra em decadência. Nas minhas idas e vindas no meio dos livros, encontrei um marca página. Decoração bacana. Uma arte bonita. Fiquei tentado a ler a sinopse. Depois de fazê-lo, fico animado muito animado. Vou então ao sábio Google e faço uma pesquisa com o título A Batalha do Apocalipse. Para o meu espanto e alegria. Aquela história que li no marca página era assinada por um brasileiro. Empenho-me a ler a obra.

Há muitos e muitos anos, há tantos anos quanto o número de estrelas no céu, o Paraíso Celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio, e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o juízo final.

Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas, o dia do despertar do Altíssimo. Único sobrevivente do expurgo, o líder dos renegados é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na batalha do Armagedom, o embate final entre Céu e o Inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro do universo.

Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano; das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval. A batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana, mas também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, cheio de lutas heroicas, magia, romance e suspense.

Essa é a sinopse do livro. Cheguei a ler em alguns lugares uma comparação entre Spohr e J.R.R. Tolkien. Menos, bem menos. Comparar o iniciante Spohr e sua ótima obra a Tolkien e ao impecável Senhor dos Anéis é uma super-valorização. Não subestimando nosso compatriota. A Batalha do Apocalipse é pauleira. Ablon, o Anjo Renegado, é um personagem muito carismático. A Feiticeira de En-Dor, Shamira, é melhor ainda. A narrativa de Eduardo é muito boa, principalmente na descrição dos cenários antigos, como o Império Romano, os castelos medievais da Inglaterra e as planícies da China. Tudo bem mastigado para viajarmos nesse universo. Largar o livro depois de ter feito a iniciação na leitura é uma tarefa complicada. O autor sabe como nos prender com uma trama bem amarrada, uma história concreta.

A história é muito boa. Há grandes mentes que inventam ótimas histórias. Outra coisa bem diferente são grandes escritores. O escritor desenvolve, executa; o "sonhador" inventa. Ambas as mentes são ótimas. Saber contar uma história é ótimo. Saber inventá-la também. O difícil é aliar as duas qualidades. Não dá pra dizer que Spohr é um gênio. Ele é bom em inventar a história. Mas não consegue trasmitir ao papel com uma qualidade de um Stephen King, por exemplo. Bom, eu estou mal acostumado. Spohr conta muito bem, mas há gente superior a ele nesse critério, o que não tira o brilho do livro. Um pouco mais de experiência e teremos um nome para colocarmos no hall de grandes nomes da literatura brasileira.

O enredo também têm uns clichês que atrapalham um pouco. Ablon é o típico herói. Toma partido apenas para ajudar a humanidade. Busca sempre a verdade, um verdadeiro justiceiro. Já vimos centenas de vezes, mas dá pra descontar, pois o personagem é o ícone principal do livro. E se não fosse assim, o livro poderia perder um pouco de sua sustentação.

Agora, meu amigo, o que é a cronologia da história? Tudo muito bem arquitetado pelo autor. O levante no céu, as Batalhas Primevas, a criação do universo, a queda da Estrela da Manhã, o exílio de Gabriel. Simplesmente fantástico, maravilhoso. Por isso, o livro já vale a pena.

Outra coisa fantástica são as mundanças de como contar a história. No início, em terceira pessoa. Depois, em primeira. Golpe de mestre, coisa digna de um escritor fardado em experiência- coisa que ainda falta para Spohr, mas que ele vai adquirir se quiser continuar no ramo- e de alguém que têm tino pra coisa.

Bom, mais do que recomendo. O livro é engolido, a história nos prende, personagens como o demônio Apollyon, o arcanjo Miguel, o Renegado Ablon, o Caído Lúcifer, a Feiticeira Shamira, e todos os outros fazem com que passemos alguns dias em um universo altamente imaginário e muito bem montado Eduardo Spohr. Vale a pena não apenas por ter sido escrito por alguém de nossas terras, mas por ser uma obra que, apesar dos defeitos, nos transporta e faz refletir, com seu drama, romance, suspense e ação. Pra que melhor que isso?

Categoria: Muito bom
Nota: 8,5

domingo, 11 de março de 2012

Os filmes mais esperadors de 2012- Parte 3

No dia nove desse mês, poderemos prestigiar nas telonas o filme W.E.- O Romance do Século. O filme dirigido por Madona foca no romance vivido entre o Rei Eduardo 8º e Wallis Simpson. Dá pra se dizer que o longa é uma mistura de ficção e realidade, mas vale a pena conferir.
Ainda nesse mês, daremos uma olhada no documentário do lutador brasileiro Anderson Silva. O título da produção é Anderson Silva: Como Água. O filme acompanha o campeão em sua preparação para a luta que pode lhe render um recorde de doze vitórias seguidas.
Falando em brasileiro, teremos o documentário de ninguém mais ninguém menos que Raul Seixas. Um dos mais libertários artistas da música brasileira, que andou do rock ao baião, será mostrado no filme Raul Seixas- O Início, o Fim e o Meio. O pessoal que é fã de música deve conferir, pois Seixas, aquela boa e velha metamorfose ambulante, foi um dos maiores cantores da música brasileira.
Sete Dias com Marilyn também chega ao Brasil no mês de março. Mais precisamente no dia vinte e três. Com uma interpretação incrível e impecável de Michelle Williams como uma das maiores divãs do cinema de todos os tempos, deve se esperar muito desse filme, que arrecadou bem lá no exterior. Eu particularmente adoro tudo que está ligado a Monroe (e quem não gosta dela?), por isso irei conferir e recomendo.
Na área de animação, Madagascar retorna esse ano com Madagascar 3: Os Procurados. O quarteto principal viaja para a Europa integrando um circo itinerante. A estréia ocorre dia sete de junho.
Destruição e humor negro. É nisso que o mercenário Deadpool se baseia. E o anti-herói e seus equipamento de última geração chegam ao cinema no dia vinte e dois de junho. Mais um filme de Marvel que gera expectativas, principalmente pelo personagem pouco conhecido por aqui.
Para fechar a parte três do especial, vamos falar de mais um filme brasileiro. Somos Tão Jovens conta como Renato Manfredini Júnior se tornou o maior mito da música brasileira, o inconfundível e insubstituível Renato Russo. O filme conta a emocionante e desafiadora história do vocalista da Legião Urbana. Espero que o filme esteja à altura do cantor, que se for pensar bem, está em uma altura insuperável. O filme chega às telas dia vinte de julho.
Confira abaixo as datas de lançamento dos filmes citados acima:
W.E.- O Romance do Século- 09/03/2012
Anderson Silva: Como Água- 16/03/2012
Raul Seixas- O Início, O Fim e O Meio- 23/03/2012
Sete Dias com Marilyn- 23/03/2012
Madagascar 3: Os Procurados- 07/06/2012
Deadpool- 22/06/2012
Somos Tão Jovens- 20/07/2012.

domingo, 4 de março de 2012

Vencedores Oscar 2012

Em noite do filme mudo O Artista, Meryl Streep se consagra com o seu terceiro Oscar, George Clooney decepciona e A Invenção de Hugo Cabret domina nos termos técnicos.

O Artista levou o prêmio de Melhor Filme.
Semana passada, no dia 26, foram anunciados os ganhadores do Oscar 2012. Destaque para o filme O Artista, que levou cinco estatuetas, assim como A Invenção de Hugo Cabret. Meryl Streep, recordista de indicações ao prêmio mais cobiçado do cinema, bateu Viola Deivis e garantiu o seu terceiro Oscar na carreira (já tinha ganho em 1980 e em 1982). A Árvore da Vida decepcionou e não conseguiu levar o prêmio de melhor fotografia, que foi conquistado pelo filme de Martin Scorsese, A Invenção de Hugo Cabret. O Oscar de Melhor Edição foi para Os Homens que Não Amavam as Mulheres. A melhor animação foi para o filme Rango, e, o tão esperado prêmio de melhor canção não veio para o Brasil. A canção "Real in Rio" acabou perdendo para "Man or Muppet", do filme Os Muppets. Veja abaixo a relação dos vencedores dos prêmios:

Fotografia “A invenção de Hugo Cabret”

Direção de arte 
“A invenção de Hugo Cabret”

Figurino
 “O artista”

Maquiagem
Mark Coulier e J. Roy Helland, “A Dama de Ferro”

Melhor filme de língua estrangeira
“A separação”, Irã

Atriz coadjuvante 
Octavia Spencer, “Histórias cruzadas”

Edição (ou Montagem)
Kirk Baxter e Angus Wall, “Os homens que não amavam as mulheres”

Edição de som 
“A invenção de Hugo Cabret”

Mixagem de som 
“A invenção de Hugo Cabret”

Documentário
“Undefeated”

Melhor filme de animação 
“Rango”

Efeitos visuais 
“A invenção de Hugo Cabret”

Ator coadjuvante 
Christopher Plummer, “Toda forma de amor”

Trilha sonora original
Ludovic Bource, “O artista”

Canção original
"Man or Muppet" de “Os Muppets”, Bret McKenzie

Melhor roteiro original 
Woody Allen, “Meia-noite em Paris”

 Melhor roteiro adaptado
Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash, “Os descendentes”

Curta-metragem 
“The Shore”

Curta-metragem documentário 
“Saving Face”

Curta-metragem de animação 
“The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore” 

Melhor diretor 
Michel Hazanivicus, “O artista”

Melhor ator 
Jean Dujardin, “O artista”

Melhor atriz 
Meryl Streep, “A Dama de Ferro”

Melhor filme 
“O artista”

Bom, agora é esperar o ano que vem, que, espero eu, tenha filmes mais competitivos do que esse ano.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Os filmes mais esperados de 2012- Parte 2

Olá! Já tivemos a primeira parte do post na semana passada, falando sobre algumas das estréias do ano. Agora, vamos a segunda parte, onde falaremos sobre mais filmes que irão rechear os cinemas do mundo inteiro.

A Dama de Ferro cria grande expectativas. Ainda mais com a indicação de Meryl Streep (O Diabo Veste Prada) ao Oscar 2012. Vale lembrar que a mesma atriz já levou o Globo de Ouro pela mesma personagem. O filme contará a história de Margaret Thatcher, ex-Primeira Ministra da Inglaterra, com a saúde debilitada e lutando contra memórias do passado, sem falar na guerra interna que a personagem passa com sua aposentadoria. Ela irá lembrar de detalhes da sua vida pessoal e de sua vida profissional, na qual chegou ao seu auge nos anos 80, com a ascensão ao poder da Inglaterra. Teria tudo isso valido a pena? O longa se apoia nessa pergunta e é assim que sua narração é conduzida.

Com a atuação sempre marcante de Brad Pitt (Babel), O Homem que Mudou o Jogo, conta a história real do gerente do time de beisebol Oakland A´s. Forçado a montar uma equipe com um orçamento apertado, Billy Beane faz parceria com Peter Brand, contratando jogadores que são rejeitados no mundo do popular esporte norte-americano. Com uma revolução, Beane acaba na mira dos que dizem que ele está acabando com a alma e com o coração do jogo.

Dirigido por Martin Scorsese, e estrelando Asa Butterfield (O Menino do Píjama Listrado) e Ray Winstone (A Lenda de Beowulf), A Invenção de Hugo Cabret, baseado no livro de Brian Selznick, vai mostrar a história de um órfão que vive pela estação de trem em Paris. Juntamente com a ajuda de uma menina excêntrica, o garoto busca a resposta para um mistério que envolve seu falecido pai, o dono de uma loja de brinquedos e uma fechadura sem chave. O filme foi indicado ao Oscar na categoria melhor diretor.

The Woman In Black conta com Daniel Radcliffe (Harry Potter e as Relíquias da Morte- Parte 2) no papel de um advogado que se intriga com um estranho caso numa pacata cidade do Reino Unido. Enviado para o local para lidar com os documentos de um cliente recentemente falecido, o advogado se abriga na casa do homem morto. Porém, misteriosos acontecimento sobrenaturais começam a perturbar o rapaz, que descobre que uma mulher rejeitada clama por vingança contra o  pequeno munícípio.

O Brasil, além de Faroeste Caboclo, espera por Heleno, com Rodrigo Santoro, que contará a história de Heleno de Freitas, jogador brasileiro que atuou nos anos 40.

John Carter: Entre Dois Mundos é baseado no romance de Edgar Rice Burroughs, que sempre inspiraram vários cineastas. O filme conta a história de John Carter (Taylor Kitsch), que é transportado para Marte, onde acaba se envolvendo em um conflito entre habitantes do planeta, incluindo um homem e uma atraente princesa. Em um mundo em colapso, Carter descobre que a sobrevivência de Barsoom e de seu povo está em suas mãos. O filme contam com William Defoe (O Paciente Inglês) e pode ser um dos melhores do ano de 2012.

Bom, é isso galera. Daqui a pouco teremos a terceira parte dos filmes mais esperados do ano. Voltem e confiram. Espero que tenham gostado. Obrigado. Abaixo confiram as datas de lançamentos dos filmes citados acima:

A Dama de Ferro- 17/02/2012
O Homem Que Mudou o Jogo- 17/02/2012
A Invenção de Hugo Cabret- 17/02/2012
The Woman In Black- 24/02/2012
Heleno- 16/03/2012
John Carter: Entre Dois Mundos- 09/03/2012

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Os filmes mais esperados de 2012- Parte 1

Drive é uma aposta para 2012 no Brasil
Alô, galera! Tudo na paz? Então, aqui vai um post sobre os filmes que devem abalar os cinemas em 2012. Após um 2011 fraco, as espectativas para esse ano são as melhores. Vamos começar:

No mês de janeiro, a principal estréia foi a do filme Sherlock Holmes 2: O Jogo das Sombras. E não decepcionou. Foi lançado e agradou, consolidando Robert Downey Jr. (Homem de Ferro) como o verdeiro Sherlock Holmes. Também tivemos o filme Millenium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres, com Daniel Craig (Um Ato de Liberdade). O filme é, como diz a própria sinopse, um enigma de portas fechadas, que traz um mistério de um assassinato ocorrido no ano de 1966.

Também devemos ficar ansiosos pois Star Wars: Episódio I- A Ameaça Fantasma volta aos cinemas em 3D. Podemos então rever a galáxia tão tão distante nos cinemas mais uma vez. Com Ewan McGregor (A Ilha), Liam Neeson (A Lista de Schindler) e Natalie Portman (Cisne Negro), o filme que teve seu lançamento em 1999, deve retornar aos cinemas em março desse ano.

Já os heróis terão de ser representados, primeiro, no filme O Motoqueiro Fantasma 2: Espiríto de Vingança, que conta com Nicolas Cage (A Outra Face) no papel do motoqueiro que está na Europa Oriental tentando se livrar da maldição que o assombra quando é recrutado por uma seita. Mais adiante, em maio, Os Vingadores entram em cena, com o Homem de Ferro, Hulk, Thor, Capitão América, Viúva Negra e outros para combater um terrível vilão que ameça o planeta e pode causar um verdadeiro desastre. Robert Downey Jr., Chris Evans (Capitão América), Scarlett Johansson (Homem de Ferro), Samuel L. Jackson (Star Wars: Episódio III- A Vingança dos Sith) estrelam o longa.

Anjos da Noite 4: Um Novo Amanhecer também é uma produção em que pode se apostar. Após 15 anos em coma, Selene descobre que tem uma filha híbrida de catorze anos. Quando a encontra, Selene precisa defende-la contra um grupo de assassinos. Anjos da Noite terá exibições em 3D. Titanic 3D, é o mesmo filme de 1998, aquele de três horas dirigido por James Cameron, que ganhou onze oscars. Em homenagem ao centenário do naufrágio, teremos uma reapresentação do filme nos cinemas pelo mundo, só que agora em 3D.

Fúria de Titãs 2 também deve fazer sucesso. Dez anos após o primeiro filme, os deuses, liderados por Zeus, e os titãs, liderados por Cronos começam um embate. Perseu, filho de Zeus, percebe que tem que lutar depois que Hades e Ares fazem um pacto para capturar o principal deus do Olimpo. Enquanto os poderes dos titãs aumentam, e o inferno pode se alastrar pela terra, cabe a Perseu, aliado a Andromeda, ao semideus Agenor e ao deus caído Hefesto, entrar no Tártaro, resgatar Zeus e mais uma vez, salvar o mundo.

O cinema nacional espera por Faroeste Caboclo, inspirado na canção da Legião Urbana, que conta a história de João de Santo Cristo, que sai da Bahia rumo a Brasília, e quando chega no Distrito Federal começa a traficar drogas. Lá também, o baiano se envolve com Maria Lúcia e se enfia numa disputa com Jeremias, um traficante rival.

Todos os anos nas ruínas de onde outrora fora a América do Norte, a nação de Panem força cada um de seus doze distritos para enviar um menino e uma menina para competir nos Jogos Vorazes. Parte entretenimento, parte tática de intimidação do governo, os Jogos Vorazes são um evento televisionado em que os "Tributos" devem lutar um contra o outro até que um sobrevivente permanece. Essa é a sinopse de Jogos Vorazes, que conta com Jennifer Lawrence (Inverno da Alma) no papel principal.

Estrelado por Ryan Cosling (Namorados para Sempre), o filme Drive conta a história de um dublê de Hollywood que, durante à noite trabalha como motorista de fuga para criminosos. Ele descobre que está sendo perseguido depois que ajudou um ex-presidiário em um crime que acabou mal. O filme é recheado de ação e é dirigido por Nicolas Winding Refn.

Essa é a primeira parte pessoal! Voltem, em breve teremos a segunda, com mais filmes que devem estremecer as telonas nesse ano que começa. Obrigado e até logo.